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sexta-feira, 29 de julho de 2011

Deus aqui, Deus lá


Deus existe e está mais lá do que aqui. É maior e abrange muito mais do que nosso estreito e pequeno eu, nosso estreito e pequeno grupo, nossa estreita e limitada Igreja. Diante de Deus somos todos estreitos, pequenos e limitados. Mas ele é mais lá do que aqui. Está mais nos bilhões de humanos e nas inumeráveis e incontáveis vidas que criou do que em nós. Não o procuremos demais em nós mesmos, porque acharemos pouco sobre ele. É que nossa pasta é pequena demais para conter todas as informações sobre o infinito. Procuremo-lo nos outros e quase certamente acharemos mais dele do que acharíamos em nós. A alteridade tem mais de Deus do que tem a individualidade.
Há muito mais de Deus em “nós” do que em “mim”. Quando não conseguimos ver Deus nos outros, das duas uma: ou somos mais míopes do que admitimos ser, ou estamos demasiadamente voltados para o nosso espelho. Ele não é exclusividade de nenhuma pessoa, nenhuma religião, nenhum grupo, nenhuma filosofia ou teologia. É maior. A cachoeira também não é o ângulo pelo qual a observamos: é maior. Toda vez que engrandecemos demais o nosso eu ou a nossa missão e sempre que superlativizamos nossa religião ou nossa Igreja, apequenamos nossa ideia de Deus. Os fanáticos fazem isso embora não admitam que espremem o seu Deus ao tamanho de suas pregações.
É incrivelmente pequeno o Deus dos pregadores obcecados com suas igrejas. Tem exatamente o tamanho de seus pequenos e desinformados miolos. Um Deus que cabe em nossa cabeça não é Deus. Seria um Deus muito pequeno. Mas, se um pouco do que se sabe sobre Ele couber em nós, ai, sim, estaremos mais perto dele. Nunca nos será possível conter a estrela Sol, mas podemos fazer bom uso dos seus raios. Um pequeno raio dele é suficiente para iluminar o nosso quarto. Depende da abertura que lhe dermos… É bem aí que o fanático começa a soçobrar. Ele age como alguém possuído de Deus e detentor da sua exclusividade. Sua fala trai a ideia de que Deus o abrangeu, mas na verdade é ele que pretende abranger o Deus que o abrange. Fala como se soubesse mais do que os outros, que ele sempre apequena. Sua comunicação é tão falha que confunde o fato de falar para milhões com ser mais iluminado do que os milhões de corações que ele atinge. Fala como quem tem e não como quem procura; como quem achou e não como quem está a caminho. 
O fanático chama de certeza o que não passa de desejo e esperança de alcançar. Vê e ouve o que não pode ser visto e ouvido. Preste atenção no seu discurso e perceberá a sua confusão mental. Viu uma réstia de luz e proclama que seus olhos viram o Sol. Toma sempre a parte pelo todo. O milagre não é milagre, a revelação não é revelação e a cura em geral é questionável. Mas seu marketing convence o seguidor de que, ali, Deus é 100%.
Sereno e bem mais próximo da verdade é quem admite que há mais de Deus fora dele do que dentro dele. Não terá perdido a perspectiva, por conseguinte não terá se desviado na fé. Seu barco não soçobrará!

Padre Zezinho, SCJ



Dom Wilson celebra missa de envio dos jovens à Jornada Mundial da Juventude


bispo auxiliar dom Wilson Luís Angotti Filho vai presidir a Missa de envio dos jovens da Arquidiocese de Belo Horizonte que vão à Jornada Mundial da Juventude (JMJ), em Madri. Dom Wilson também irá participar da Jornada deste ano, que terá como tema “Enraizados e edificados n’Ele... firmes na fé” (cf. Cl 2,7).
Em homenagem e acolhida a dom Wilson e aos jovens que irão participar da Jornada, a Paróquia São Francisco das Chagas irá tocar os sinos da igreja solenemente antes da celebração - momento de alegria e comunhão para toda a comunidade.
A expectativa é que o Brasil envie 14 mil jovens para Madri, o maior número já registrado de brasileiros em toda a história das JMJ.
Organizada pelo Vicariato Episcopal para a Pastoral e pelo Secretariado Arquidiocesano da Juventude da Arquidiocese de Belo Horizonte, a celebração de envio dos jovens será realizada no dia 30 de julho, na Paróquia São Francisco das Chagas. O endereço é Praça São Francisco das Chagas, 233, Bairro Carlos Prates, em Belo Horizonte.


Programação


14:00h - Acolhida.
14:30h - Catequese “enraizados e edificados em Cristo”.
15:20h - Café festivo.
16:00h - Catequese “o sentido de peregrinar”.
16:40h - Testemunhos.
17:00h - Repique de sinos para acolhida e homenagem a dom Wilson e todos os jovens que participarão da Jornada, seguido de Celebração Eucarística com a benção de envio.




Papa Bento XVI destaca importância da Catedral Cristo Rei



As impressões que o Papa Bento XVI teve sobre o projeto da Catedral Cristo Rei foram as melhores possíveis. Quem revela é o arquiteto, gerente de obras da Sociedade Mineira de Cultura (SMC) e professor da PUC Minas, Leonardo de Araújo Pereira, que, no início do mês de julho, esteve no Vaticano, representando a Arquidiocese de Belo Horizonte na abertura da exposição “O esplendor da verdade, a beleza da caridade”, realizada em homenagem aos 60 anos de sacerdócio do Papa. Até setembro, estarão expostas no Vaticano 60 obras de um seleto grupo de artistas. Entre elas, a maquete que reproduz a concepção arquitetônica de Oscar Niemeyer para a nova Catedral metropolitana da Arquidiocese de Belo Horizonte.
Na abertura da exposição, Bento XVI percorreria um corredor e observaria todas as obras. Seguindo determinação do cerimonial da Santa Sé, artistas e representantes não teriam contato direto com o Papa, mas uma série de acontecimentos permitiu que Leonardo apresentasse o projeto da Catedral para o Santo Padre. Os organizadores da exposição não haviam comunicado previamente aos autores de uma das peças que o acesso à galeria, durante a abertura do evento, seria restrito ao Papa e seus assessores diretos. Como os artistas compareceram ao local somente para a apresentação, depois de conversarem com os organizadores, conseguiram uma exceção. Leonardo, que já havia solicitado autorização para detalhar o projeto e esteve atento ao desenrolar da situação, também conseguiu um momento para se dirigir a Bento XVI e apresentar a Catedral.
Católico, Leonardo de Araújo Pereira disse que sentiu grande emoção, “indescritível, que não pode ser sintetizada em palavras”, ao estar na presença de Bento XVI. Ele conta que o Papa caminhou por todo o percurso e parou em cada obra exposta. “Mas acredito que ele dedicou mais tempo para observar a Catedral Cristo Rei”, comenta. O arquiteto disse que foram cerca de 10 minutos, tempo em que Leonardo apresentou a concepção arquitetônica, a capacidade para receber fiéis e o objetivo da Arquidiocese de Belo Horizonte de aproximar as instituições que desenvolvem o trabalho pastoral e social da Igreja.



Sobre as considerações de Bento XVI a respeito da Catedral, o arquiteto disse que o Santo Padre ficou muito impressionado. “É muito bom que ainda hoje existam pessoas com coragem para construir igrejas capazes de acolher tanta gente”, comentou o Papa. O arquiteto disse que o Sumo Pontífice demonstrou encanto especial pelo campanário e perguntou por que o projeto prevê a instalação de sete sinos. Leonardo afirma que o Papa, admirador da música, se mostrou satisfeito com a resposta dele, de que cada sino representaria uma das sete notas musicais. Bento XVI ficou muito feliz ao saber que o serviço pastoral da Igreja metropolitana de Belo Horizonte terá na Catedral Cristo Rei um grande centro. “Com as pessoas próximas, agiliza e melhora o serviço da Igreja”, comentou o Sumo Pontífice.
Leonardo conta que também ficou muito impressionado com a reação de jornalistas e artistas diante do projeto. De acordo com ele, todos ficaram admirados ao saber que a Catedral foi projetada por Niemeyer, hoje, com 103 anos de idade. “Ele é bastante conhecido no exterior”, salienta.
A exposição “O esplendor da verdade, a beleza da caridade” termina no dia 4 de setembro. De acordo com o arquiteto, a maquete que apresenta a Catedral Cristo Rei será devolvida para Belo Horizonte e exposta para toda a comunidade.




Acampamento é notícia no site da Arquidiocese



O Acampamento de Oração e Vida foi noticiado no site da Arquidiocese de Belo Horizonte. Confira a nota  nesse link.

Nossa Pastoral fica muito feliz por colocar as iniciativas de nossa paróquia em evidência, incentivando assim outras comunidades a organizar eventos dessa natureza.

A paz e o bem!


quarta-feira, 27 de julho de 2011

terça-feira, 26 de julho de 2011

Não te perturbes!


Quer conhecer um roteiro infalível para seu dia a dia? Leia com atenção:
Nada te perturbe, nada te espante, tudo passa! Só Deus não muda. A paciência, por fim, tudo alcança. Quem a Deus tem, nada lhe falta, pois só Deus basta.
Escrito há 500 anos, essa poesia de Santa Teresa de Jesus continua a ensinar o essencial: Só Deus basta! Mas, o que isso significa concretamente?
Vivemos sobressaltados, preocupados. Inquietos, passamos o dia tentando resolver mil coisas. Ansiosos, não conseguimos dormir bem. Preocupados, acabamos por meter os pés pelas mãos no desejo de evitar que aconteça o que nós consideramos “o pior”. Estressados, acabamos por nos irritar contra tudo e todos. Gritamos no trânsito, gritamos em casa, desmoronamos de cansaço.
O problema está, entre outras coisas, em achar que sabemos o que é o “melhor” e “pior” para nós. Uma vez estabelecido o que consideramos nos convir ou não, tomamos as rédeas para determinar o que consideramos “melhor”. Ocorre que tudo, mas tudo mesmo, passa e o que ontem nos parecia “o melhor”, hoje é, visivelmente, “o pior”.

Fé em Deus
A raiz da inquietação, estresse, preocupação e ansiedade que aos poucos nos matam, contudo, reside além do fato de tudo passar, reside na fé.
Há a fé que acredita em Deus e reza, contrita, o “Creio em Deus Pai”. Acreditar desse jeito, afirma São Tiago, até os demônios crêem e tremem. Nós, até cremos, quanto a tremer...
Há aquela “fé” que pede a Deus o que acha “necessário”, “imprescindível”, “melhor” e fica ressentida com Deus se ele não atende seu pedido por mais que peça através de todos os meios – diga-se de passagem, nem sempre lícitos. É a fé infantil, diria, até, “birrenta”. Essa fé, “contrariada”, muda de igreja quando não é atendida, assim como criança birrenta põe cara feia e diz aos pais que não é mais filho deles.
Há a fé madura, que crê no Evangelho e na Igreja e vive seus ensinamentos, custe o que custar. É a fé dos santos.
Há a fé que confia em Deus e a ele se entrega inteiramente, tranquila, pois sabe que ele é Pai e sempre providencia o melhor para nós. E, para Deus, o melhor para nós é a santidade.
É essa fé madura e inteiramente confiante no amor de Deus que não se perturba com nada. Sabe ser fiel a Deus e ao Evangelho na penúria e na fartura, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença.
Essa fé madura e confiante que é amada por Deus, não se espanta com nada. Nada a escandaliza, ainda que seja grande tristeza. Seus olhos não estão aqui na terra, mas fixos no céu. Sabe que, aqui na terra, tudo passa, tudo muda. Sabe que tudo pode nos enganar e iludir. Sabe, sobretudo, que Só Deus é o mesmo sempre. Só Deus não muda. Só o amor de Deus é sempre o mesmo, pois ele é amor em ato. Essa fé não vive para a terra nem valoriza o que à terra pertence. Vive para o céu, usando as coisas da terra para alcançá-lo.

Paciência de Autodomínio
Por isso tem paciência. Não aquela paciência de autodomínio, nem aquela que rói as unhas e balança as pernas para controlar a impaciência interior. Trata-se, aqui, da paciência-esperança, a paciência-fé, a paciência-amor.
É aquela paciência que sabe que Deus está no comando. Sabe que ele pode tudo e tudo realiza por amor. Está certa de que, no tempo de Deus – e não no seu! – ele mesmo resolverá da melhor forma de todas, sempre visando nossa santificação e a do mundo. Sabe que, ainda que tudo esteja negro, verá a vitória de Deus e que essa vitória nem sempre é tal qual pensamos.
Fé, caridade, esperança, paciência, confiança. Quem a Deus tem, nada lhe falta. Corretíssimo. Mas, quem é mesmo que “tem Deus”. Todos. Porém, Santa Teresa fala aqui daquele que conhece Deus não por palavras e teorias, mas pela oração e pelo amor. Em uma palavra, pelo relacionamento pessoal, relacionamento de amizade. Este, que ora com a Palavra, que tem a Deus como o centro de sua vida, que procura amá-lo em tudo, a este, nada lhe falta. Dele cuida o Pai muito melhor do que as aves do céu e os lírios dos campos, pois ele vale muito mais aos seus olhos.
Nada te perturbe, homem de pouca fé! Nada te espante, mulher de pouca esperança! Tudo, mas tudo, mesmo, passa, exceto Deus. Fica, então com o Único que é digno do teu amor e deixa-o cuidar de ti. Espera. Confia. Espera sempre, confia sempre. Quem tem a Deus, quem o conhece, quem confia nele, vive de forma diferente, vive de olho no céu e de coração no coração de Deus. Por isso, é tranquilo e feliz.
Só Deus basta. Dedica-te a Ele. Deixa-te amar por ele. Ama-o. Nada, então, te perturbará.

Emmir Nogueira
(Co-Fundadora da Comunidade Comunidade Católica Shalom)

Santo do Mês




Santa Ana e São Joaquim

Ana e seu marido Joaquim já estavam com idade avançada e ainda não tinham filhos. O que, para os judeus de sua época, era quase um desgosto e uma vergonha também. Os motivos são óbvios, pois os judeus esperavam a chegada do messias, como previam as sagradas profecias.
Assim, toda esposa judia esperava que dela nascesse o Salvador e, para tanto, ela tinha de dispor das condições para servir de veículo aos desígnios de Deus, se assim ele o desejasse. Por isso a esterilidade causava sofrimento e vergonha e é nessa situação constrangedora que vamos encontrar o casal. 
Mas Ana e Joaquim não desistiram. Rezaram por muito e muito tempo até que, quando já estavam quase perdendo a esperança, Ana engravidou. Não se sabe muito sobre a vida deles, pois passaram a ser citados a partir do século II, mas pelos escritos apócrifos, que não são citados na Bíblia, porque se entende que não foram inspirados por Deus. E eles apenas revelam o nome dos pais da Virgem Maria, que seria a Mãe do Messias. 
No Evangelho, Jesus disse: "Dos frutos conhecereis a planta". Assim, não foram precisos outros elementos para descrever-lhes a santidade, senão pelo exemplo de santidade da filha Maria. Afinal, Deus não escolheria filhos sem princípios ou dignidade para fazer deles o instrumento de sua ação. 
Maria, ao nascer no dia 8 de setembro de um ano desconhecido, não só tirou dos ombros dos pais o peso de uma vida estéril, mas ainda recompensou-os pela fé, ao ser escolhida para, no futuro, ser a Mãe do Filho de Deus. 
A princípio, apenas santa Ana era comemorada e, mesmo assim, em dias diferentes no Ocidente e no Oriente. Em 25 de julho pelos gregos e no dia seguinte pelos latinos. A partir de 1584, também são Joaquim passou a ser cultuado, no dia 20 de março. Só em 1913 a Igreja determinou que os avós de Jesus Cristo deviam ser celebrados juntos, no dia 26 de julho.


Em memória a Santa Ana e São Joaquim e em honra de seus papéis decisivos na vida de Jesus Cristo comemora-se em 26 de julho o dia dos avós.

Fonte: Paulinas