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terça-feira, 9 de julho de 2013

Acampamento 2013 - 1ª Turma



Os dias 05, 06 e 07 de julho de 2013 foram de intensa graça e benção para 64 jovens que participaram do primeiro Acampamento de Oração e Vida organizado pela Pastoral da Crisma em 2013. Na evento, os crismandos(as) participaram de palestras cujos temas englobaram o Kerigma e assuntos relacionados à juventude cristã com base na doutrina da Igreja Católica Apostólica Romana.
As fotos do evento podem ser conferidas nesse álbum na nossa galeria.
Nos dias 19, 20 e 21 de julho outros 63 jovens que serão crismados ao fim do ano terão a oportunidade de viver essa experiência de fé, cura, restauração e salvação.

A paz e o bem!


quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Gastar sem desgastar-se




No último sábado, 25/08, os(as) criamandos(as) de toda paróquia foram convidados a participar da palestra de educação financeira ministrada pelo paroquiano Geraldo Afrânio da Silva, que gentilmente se dipôs a partilhar seus vastos conhecimentos na área de finanças conosco.
Na ocasião, além de sua dinâmica apresentação, Geraldo ofereceu aos crismandos e catequistas, com o apoio de nossa paróquia, exemplares de seu livro “As $ete regras sagradas para alcançar a independência Financeira. Gastar sem Desgastar-se”, um romance leve e muito instrutivo, ideal para auxiliar aqueles que buscam caminhos para equilibrar as economias e alcançar a saúde financeira.
O livro está disponível também para entrega, uma ótima oportunidade para presentear aqueles pelos quais temos carinho e afeto com um guia instrutivo e muito útil para a vida.

Interessados, de qualquer lugar do país, podem adquirir o livro através dos seguintes modos:

- Pelo telefone: 08006019077 (com entrega no endereço do cliente em qualquer parte do Brasil);

- Em contato com a Distribuidora de livros Mãe da Igreja:

- Via Mercado Pago (serviço do Mercado Livre):  

Qualquer informação adicional sobre o livro, ou outras formas de adquiri-lo, pode ainda ser solicitada através do email:  gastarsemdesgastar@hotmail.com, em contato direto com o autor.

Você também pode curtir a página do livro no Facebook, por meio do link: http://www.facebook.com/gastarsemdesgastar

A paz e o bem! 

sábado, 28 de julho de 2012

Acampamento 2012


Nos dias 20, 21 e 22 de Julho aconteceu no Sítio da Comunidade Shalom, em Sabará, o primeiro Acampamento de Oração e Vida do ano de 2012. O evento contou com a participação de 48 jovens crismandos(as), provenientes de uma turma da Matriz e duas turmas das comunidades (Nossa Senhora de Fátima e Santo Expedito), além de aproximadamente 20 catequistas e a equipe de apoio da cozinha.
Foram dois dias e meio de bençãos, com muita oração, espiritualidade, formação, lazer e diversão. No sábado contamos ainda com a visita de nosso querido pároco, Padre Jorge, que presidiu a celebração eucarística e participou de parte das atividades do dia.
Confira as fotos desse fim de semana inesquecível neste álbum na galeria da nossa Pastoral.

O acampamento com as demais turmas de 2° ano ocorrerá entre os dias 31 de Agosto, 1° e 2 de Setembro, no mesmo local. Você crismando(a) que participará do próximo acampamento fique ligado! Não perca as datas e procure seu catequista assim que retomarmos os encontros semanais, no próximo sábado, 04 de Agosto.

A paz e o bem!


quarta-feira, 4 de julho de 2012

Transformar e transubstanciar




Paulo diz em suas cartas, que nosso corpo mortal será transformado. Não disse transfigurado, nem transubstanciado. Disse que o hoje corruptível atingirá pelo milagre de Deus, a incorruptibilidade ( Fl 3,21; 1 Cor 15,54) ( 1 Ts 4,13-18) Jesus interferirá em cada vida e em todas as vidas. Ele pode interferir, mas nós não! Só podemos pedir que ele interfira.
Pode Deus, que é ser essencial, virar matéria? Não. Pode ele assumir a matéria que criou? Sim. Pode a matéria virar Deus? Não. Pode ser assumida por Deus? Sim. O Filho eterno, ao se encarnar, virou humano e deixou de ser Deus? Não. Prosseguiu Filho Eterno, mesmo assumindo nossa natureza? Sim. Jesus era duas pessoas? Não. Era ele uma pessoa dentre as três pessoas que é o Deus uno e Trino? Sim. A pessoa que ele era, com a encarnação passou a ter duas naturezas? Sim. Então, na eucaristia Jesus não se transubstancia em pão e vinho porque, sendo Deus ele permanece sendo quem é. Não se torna outra coisa nem outro ser. Quem se transubstancia é a matéria pão e vinho.
Pão e o vinho ao se transubstanciar se tornam Deus? Não. Permanecendo pão e vinho, ganham algo de acréscimo. Por isso oramos dizendo: Vinde Senhor Jesus! Não é o pão que sobe ao céu e se torna Cristo. É o Cristo que vem e dá subsistência especial ao pão e ao vinho que ofertamos. O pão não qualifica Jesus. É Jesus que prometeu que qualificaria o pão repartido em seu nome e naquele gesto. O milagre não estava oculto no pão. Aconteceu no pão porque Jesus mais uma vez interfere numa coisa e lhe dá consistência e sentido. Sem isso, nada aconteceria até porque não temos o poder de interferir na matéria: Jesus tem. Tanto tem que desafiou seus adversários e curou ali na sua frente um prisioneiro da matéria. Ele podia! Ele pode!
É real, é corpo e sangue do Cristo glorioso mas não é aquele sangue derramado na cruz. Trata-se do sangue do Cristo da fé, do Cristo glorioso que não sofre mais. Na eucaristia não comungamos o Cristo sofredor e, sim, o Cristo vencedor e ressuscitado. E antes que digamos que é apenas símbolo perguntemos se Jesus Cristo é só um símbolo. Se ele é real e existe glorioso então aquele pão, que ele tem poder de transubstanciar, mais do que conter um pouco dele, é ele próprio. Foi seu jeito de estar conosco, que não tivemos a graça de conviver com ele como os apóstolos tiveram. Transubstanciar o pão e o vinho não foi nem é decisão nossa. Foi e é dele. Só ele pode interferir na matéria ao ponto da transubstanciação. A ciência humana apenas pode transformá-la, nunca transubstanciá-la. É por isso que falamos em milagre. Se a ciência conseguisse o mesmo, então a eucaristia não seria milagre.
Nós cremos que Deus se encarnou sem deixar de ser divino. Cremos que o pão e o vinho se transubstanciam e deixam de ser apenas pão e vinho. A matéria pode ser tocada e transformada, como nossa vida o será, mas o Filho que é um só Deus com o Pai e o Espírito Santo, mesmo tendo assumido a nossa humanidade não foi transformado em carne. Não era só homem. Permaneceu divino. Tinha duas naturezas, mas era a mesma pessoa, o mesmo Filho Eterno que sempre foi. Por um tempo se transfigurou nos assumiu, mas não deixou sua divindade descansando em algum lugar.

Esta discussão levou séculos. Até o Século VIII quando o “Credo” que hoje recitamos foi definitivamente sancionado, ela não estava oficializada. Ainda pairavam dúvidas entre os cristãos sobre presença virtual ou real, sobre sangue físico e sangue glorioso. Deus pode interferir e transubstanciar algo, mas este algo não pode transubstanciar Deus, nem por próprio poder se transubstanciar no que quer que seja. Não confundamos transformação com transubstanciação. Transubstanciar é algo bem mais radical. A matéria criada não pode dar um passo além do que é, mas o criador da matéria pode dar a ela algo que ela não tem. É aí que começamos a falar em prodígio ou milagre. Jesus disse que faria isso porque todo poder lhe foi dado.
Pode um ser humano ter tal poder? Jesus podia e pode. Se negarmos que este ser humano que ele se tornou sem deixar de ser divino tenha tal poder então estaremos negando Jesus e embora, crentes nele, estaremos afirmando que ele era apenas um profeta. Algumas vezes ele fez uso deste poder ressuscitando pessoas e transfigurando diante dos três discípulos. Nas suas preces ele falava desta glória e deste poder. Mas os discípulos tiveram medo diante do que viram. Se nas eucaristias Jesus descesse visível e glorioso, brilhante como o Sol, como no Tabor, acreditaríamos na Eucaristia? Teríamos coragem de olhá-lo? Os três discípulos não tiveram. O que nos garante que seriamos mais fortes do que eles?
Jesus é mais e pode mais. A nós é permitido questionar ou aceitar que Jesus está presente na eucaristia. Tendo feito a escolha de aceitar ou não aceitar este milagre, seremos ou católicos ou não católicos.

Pe. Zezinho, SCJ


sexta-feira, 15 de junho de 2012

Família: Dom de Deus para a Juventude



         Começamos com uma frase do escritor Içami Tiba que diz: “a família sempre foi, é, e continuará sendo o principal núcleo afetivo de qualquer ser humano”. Nela é que se constroem valores, se experimenta o amor sem medida.
A família foi sempre considerada como a primeira e fundamental expressão da natureza social do homem, realmente uma comunidade de pessoas, para quem o modo próprio de existirem e viverem juntas é a comunhão de pessoas.
A história da família requer de Deus sempre uma atenção especial. Começando no Sinai, onde Moisés recebe os dez mandamentos e já aparece, como uma ordem de Deus, o quarto mandamento “honra teu pai e tua mãe”. Este mandamento do decálogo demonstra uma solidez interior da família, pode se dizer a sua solidariedade.
Em sua carta às famílias, o Papa João Paulo II escreve que “a família é uma comunidade de relações interpessoais particularmente intensas, entre cônjuges, entre pais e filhos, entre gerações. É uma comunidade que há de ser garantida de modo muito particular. E Deus não encontra garantia melhor que esta: “Honra”.
Queridos jovens, diante desta palavra divina percebemos que, é na família onde encontramos a afirmação da pessoa como sendo a primeira escola do ser homem em seus vários aspectos. Ser homem! É este o imperativo que nele se transmite! Homem como filho da pátria, como cidadão do mundo, como filho de Deus. O criador do universo é o Deus do amor e da vida. Ele quer que o homem tenha a vida e a tenha em abundância, como proclama Cristo, que tenha a vida, sobretudo graças à família. À medida que crescem os filhos desenvolvem interesses, ideais e hábitos, muitas vezes gerando conflitos. Bem sabemos que os pais declararam a sua disponibilidade para acolherem e educarem os filhos. Eis aqui os pilares da civilização humana, que não pode ser definida de outro modo senão como “civilização do amor”.
Se os pais, ao darem a vida, tomam parte na obra criadora de Deus, pela educação tornam-se participantes da sua pedagogia conjuntamente paterna e materna.
É preciso fazer realmente todo o esforço possível para que a família seja reconhecida como dom de Deus e que a juventude consiga construir seus passos formando novas famílias consagradas.
Temos muitos jovens ainda para serem evangelizados e, cabe a nós pais, e a vocês jovens que já estão na caminhada, sermos mais corajosos e estarmos prontos para dar testemunhos da esperança que Deus há em nós.
Um afetuoso abraço!

Henrique e Márcia Calado
Coordenação Nacional da Pastoral Familiar – Recife (PE) 



sábado, 9 de junho de 2012

"Adoro te devote"



A Solenidade de Corpus Christi é um festa em louvor a Jesus presente na Eucaristia. O Senhor está realmente presente nas espécies de pão e vinho, por isso o Santíssimo Sacramento merece elevada veneração e adoração. Diante disso, nos perguntamos: Como devemos venerar corretamente o Senhor presente no pão e no vinho?
O pão consagrado que sobra da celebração eucarística deve ser colocado em vasos (recipientes) sagrados e conservados no sacrário. Em muitas de nossas paróquias costuma-se ter o sacrário numa capela reservada para proporcionar um ambiente mais propício de adoração. Mas, infelizmente muitos se esquecem de visitar o Senhor em seu refúgio.
Santo Tomás de Aquino escreveu um belíssimo hino a Jesus na Eucaristia que inicia com a expressão: "Adoro te devote" ("Adoro-te devotamente"), manifestando o seu amor e sua adoração ao Senhor. Sempre que nos aproximamos de um sacrário onde Jesus Eucarístico está presente, devemos fazer uma genuflexão (dobrar o joelho direito até o chão) em reverência ao Senhor.  Também na missa, os fieis que recebem a comunhão de pé, devem manifestar reverência ao se aproximarem da Sagrada Comunhão.




quarta-feira, 4 de abril de 2012

Confissão


Os pecados graves devem ser confessados a partir da idade da razão. A Igreja recomenda vivamente fazê-lo uma vez em cada ano. Em todo o caso, devemos confessar-nos antes de receber a Sagrada Comiunhão, se houver cometido algum pecado grave.
Por “idade da razão” a Igreja entende a idade na qual se atingiu o uso das faculdades racionais e o discernimento entre o bem e o mal.
A confissão também é o maior sacramento da cura e de uma crescente união com o Senhor, mesmo que, em sentido estrito, não tenhamos de nos confessar.
Os cristãos que levam a sério o seguimento de Jesus procuram a alegria que provém de um radical reinício com Deus. Mesmo os santos confessavam-se regularmente, quando era possível. Eles precisavam disso para crescerem na humildade e no amor, e se deixarem tocar pela luz de Deus, que cura até ao último recanto da alma.


quarta-feira, 28 de março de 2012

Ai de mim se eu não evangelizar!


Nos dias 21, 22, 28 e 29 de Abril a Pastoral da Evangelização de nossa Paróquia oferece mais um Curso de Formação de Evangelizadores, iniciativa formativa para novos anunciadores da Palavra e da Boa Nova do nosso Deus Vivo!
Se você ainda não é um evangelizador e sente em seu coração a urgência do chamado e exortação feita por São Paulo em sua primeira carta aos Coríntios (capítulo 9, versículo 16) "Ai de mim se eu não anunciar o evangelho (...)" venha participar e aprender cada vez mais sobre o Reino de Deus e seus princípios, sobre a beleza da Palavra que além de falada é vivida.
Confira maiores informações clicando na imagem acima.

A paz e o bem!

segunda-feira, 12 de março de 2012

Símbolo da Fé




Os símbolos da fé remontam a Jesus, que exortou os discípulos a batizar. Estes deveriam, então, confirmar se as pessoas confessavam de uma determinada fé, nomeadamente no Pai, no Filho e no Espírito Santo, a Trindade.
A célula primitiva de todos os símbolos posteriores é a “confissão do Senhor Jesus” e o Seu encargo missionário, isto é, <<Ide, fazei discípulos de todas as nações; batizai-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo!>> (Mt 28,19) Todos os símbolos da fé da Igreja são desdobramentos da fé neste Deus trino. Cada um deles começa com a confissão do Pai, Criador e sustento do mundo, referem-se depois ao filho, através do qual o mundo e nós mesmos encontramos a redenção, e desembocam na confissão do Espírito Santo, que é a presença de Deus na Igreja e no mundo.

Creio em Deus, Pai- todo-poderoso, criador do Céu e da terra. E em Jesus Cristo seu único Filho, Nosso Senhor, que foi concebido pelo poder do Espírito Santo; nasceu da Virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos; foi crucificado, morto e sepultado; desceu à mansão dos mortos; ressuscitou ao terceiro dia, subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo, na Santa Igreja Católica, na Comunhão dos Santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne e na vida eterna. Amém.

“O Credo seja para ti como um espelho! Mira-te nele, para ver se realmente crês em tudo o que defines como fé. E alegra-te cada dia na tua fé!” (Santo Agostinho)




quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Confirmação



Através da Confirmação é marcado na alma de um cristão batizado em selo indelével e eterno que só pode receber uma vez. O dom do Espírito Santo é a força do alto em que esse cristão realiza a graça do seu Batismo ao longo da vida, como “testemunha” de Cristo.
Ser confirmado significa fazer um acordo com Deus. O confirmado diz: sim, eu creio em Ti, meu Deus; dá-me o teu Espírito Santo, para que eu te pertença totalmente, nunca me separe de Ti e Te testemunhe com o corpo e com a alma, durante toda a minha vida, em obras e palavras, em bons e maus dias! E Deus diz: sim, Ei também creio em ti, Meu filho, e te darei o Meu Espírito e até a Mim mesmo; pertencer-te-ei totalmente; nunca Me separarei de ti, nesta e na vida eterna; estarei no teu corpo e na tua alma, nas tuas obras e nas tuas palavras; mesmo que me esqueças, estarei sempre aqui, em bons e maus dias.


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O dia 20/11, tão aguardado, está chegando, o momento no qual 127 jovens, que se preparam há quase dois anos, renovarão as promessas feitas no batismo por seus pais e padrinhos e receberão o Espírito Santo de Deus, dons e força para serem cristãos plenos, católicos responsáveis, jovens com verdadeiro potencial, energia e fé para serem sal da terra e luz do mundo.
No domingo vamos todos comemorar esse primeiro passo na vida adulta cristã, na fé consciente e amadurecida. Você, crismando, crismanda, que vai celebrar esse sacramento no próximo domingo convide sua família, seus pais, irmãos e amigos, para se alegrarem contigo nesse dia de graça.

Vamos todos celebrar a festa do Espírito Santo de Deus!

A paz e o bem!

Escola de Evangelização 2000 realiza encontro no bairro Milionários



A Escola de Evangelização 2000 realiza no próximo sábado, 19/11, um encontro de oração no bairro Milionários, região do Barreiro. O momento é promovido em parceria com a Paróquia São José e São Gabriel Passionista.
A Escola de Evangelização 2000 da Arquidiocese de Belo Horizonte existe há mais de 20 anos. Seu principal objetivo é propiciar a cada indivíduo um Encontro pessoal com Jesus Cristo Vivo e ressuscitado e despertar o desejo de caminhar com Ele, como verdadeiros discípulos missionários.
O encontro será das 17h às 19h, no auditório da Escola Estadual Celso Machado. O endereço é Rua Dona Luiza, 496, bairro Milionários. 
Mais informações podem ser obtidas neste site.


A paz e o bem!

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

A alegria faz a diferença



“Não basta fazer a vontade de Deus é preciso fazê-la com alegria” (São Francisco de Salles).
O maior desejo de Deus para nós, ao contrário do que se pensa, é que sejamos felizes. Não está em seus planos nos ver caminhando ou servindo como pessoas sem graça e sem alegria. O que mais agrada o coração do Senhor é saber que nos alegra caminhar e viver Seus planos. Por isso devemos ter muito cuidado ao pensar nossa vocação e nossa relação com Ele. Quantas pessoas se frustram com nossos discursos sofridos de caminhada com Deus, com o nosso anúncio de tantas dificuldades na missão e o nosso pequeno testemunho de alegria e felicidade?
O sofrimento só tem sentido se, com ele, tivermos o propósito de alcançar a eterna alegria, de agradar ao Senhor, ser semelhante a Ele. Sofrer por sofrer e amar o sofrimento é masoquismo. Sofrer com alegria é, na verdade, reconhecer no sofrimento um caminho de crescimento e santificação.
Imagine como deve ser constrangedor para aquele que nos ataca ver que nossa fé e alegria não são afetadas por seus planos e insídias malignas? Quando conseguimos permanecer firmes, mesmo na “tempestade”, isso demonstra que nossa fé não é momentânea e sem alicerce, mas que estamos verdadeiramente debaixo da proteção de Deus e em comunhão com Ele em todas as ocasiões.
Quando nos depararmos com uma situação que não nos é agradável e que, ao mesmo tempo, é inevitável, que possamos pedir a graça de permanecer e ser firmes. Seremos felizes se assim conseguirmos viver. A escolha pelo caminho a seguir passa também por nossa decisão pessoal que Deus respeita e ajuda a tomar.
Lembro-me daqueles mineiros que estavam presos numa mina no Chile e da alegria que tinham diante daquela situação extrema e difícil. O que os levava a sorrir era a esperança de renascer do pesadelo e lutar pela vida. Eles foram heróis para muitas almas desesperadas. Com eles podemos aprender que nós também caminhamos em um mundo de trevas e dificuldades, mas a nossa alegria é que Deus está também vindo para nos resgatar. Por isso devemos nos alegrar, essa deve ser a nossa esperança de vida e sobrevivência em meio ao caos dos tempos atuais.
Amém?

Alan Ribeiro Fernandes
Ministério Bethânia


Namoro: um sentimento semeado com Deus



Poucas pessoas entendem verdadeiramente o sentido de um namoro. Muitos pensam em só curtir, outros querem alguém para estar ao lado; outros ainda veem o companheiro apenas como um objeto de prazer totalmente carnal. Mas poucos encaram o verdadeiro sentido do namoro enquanto tantos se deixam levar pelo mundo.
Nós possuímos, naturalmente, um espaço vazio dentro de nós que precisa ser preenchido por algo ou por alguém. Deus fez o homem e deste a mulher para completá-lo. Esse vazio dentro de nós necessita ser preenchido por alguém em quem confiamos e que esteja disposto a viver ao nosso lado e fazer disso algo que vem de Deus e para Deus. “Pois como a mulher foi tirada do homem, assim também o homem nasce da mulher, e tudo, afinal, vem de Deus” (I Coríntios 11,12).
A amizade é o começo de todo relacionamento, o amor Philos (amizade no grego moderno, um amor virtuoso desapaixonado) é o primeiro passo para a relação de qualquer casal. A amizade é algo muito importante, pois é nela que começa os primeiros passos de sentimento que muitos experimentam; é a vontade de conversar e estar perto. É do Philos que começa todo caminho para um namoro.
Muitas pessoas já me questionaram sobre a importância de rezar antes do namoro; outras ainda têm dúvidas sobre essa importante etapa. Para esclarecer melhor, vamos mudar a palavra rezar para discernir. Quando o casal de amigos decide tomar esse passo, o diálogo é indispensável à convivência.
Essa fase começa quando o casal começa a se conhecer e a entrar na intimidade um do outro; começam a perceber defeitos, qualidades e feridas, começam a conhecer a vida da pessoa mais profundamente. É indispensável a oração conjunta do casal.
Quando estes buscam a santidade, precisam ser muito íntimos de Deus e colocá-Lo no meio de toda a fase do discernimento. Com tudo isso, da convivência e da oração conjunta do casal de amigos – que já não são só amigos -, começa a brotar o amor Eros (do grego moderno “erotas”, “amor romântico”). É quando vem aquela paixão gigantesca; quando começamos a sentir que aquela pessoa que está ao nosso lado preenche o vazio que há no nosso coração; então, sentimos a sua falta nas vezes que ela ou ele não está por perto.
Da amizade para o namoro começa a verdadeira luta. O casal de namorados precisa viver um esquema mais ou menos assim: homem + Deus + mulher. O Senhor tem de ser o alvo do casal; Ele tem de ser o centro de tudo na vida dos namorados. “No entanto, diante do Senhor, como a mulher depende do homem, assim também o homem depende da mulher” (I Coríntios 11,11).

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A Palavra de Deus nos fala em I João 2,14: “Eu vos escrevi, jovens: sois fortes, a Palavra de Deus permanece em vós, e vencestes o maligno”. O jovem que reza abala o inferno; o casal jovem que está disposto a consagrar sua vida a Deus, destrói o inferno. O inimigo se incomoda e os combates são constantes para o casal. A afetividade é o principal alvo dele, por isso é importante a oração, a vigilância e a prudência dos namorados.
O mais belo do namoro é saber que temos alguém que está disposto a viver ao nosso lado e junto de Deus. Ter alguém que sofre conosco, que chora e reza junto de nós nos prepara para a maior e mais verdadeira vocação: o casamento. O casal se torna um só e gera frutos, que são os filhos, para que sejam jovens e derrubem o inferno.
Deus nos fez para sermos felizes, por isso é importante essa união com Ele. O casal de Deus que não reza, não permanece em pé.


Luis Gustavo Pereira
Ministério Bethânia




segunda-feira, 10 de outubro de 2011

O Convite



Neste final de semana, a Palavra de Deus nos convidou a refletir sobre a nossa aceitação de fazer parte do “banquete” da parábola que Jesus conta, comparando o Reino dos Céus com a história do rei que preparou a festa de casamento do seu filho. Também ecoou em nossos ouvidos o texto de Isaías, que anuncia que “o Senhor dará um banquete para todos os povos e eliminará a morte e enxugará as lágrimas de todas as faces”.
Jesus conta a parábola das bodas: um convite à alegria e à vida de Deus, que é o amor e, portanto, comunhão. Porém, a constatação é que os destinatários do convite o rejeitam, para caminhar em destinos diferentes dos estabelecidos por Deus, cada um dando sua desculpa. No entanto, nem por isso o banquete vai ser cancelado, ele estará sempre lá para celebrar o matrimônio místico, destinado a durar para sempre, entre o homem que ouve o convite à salvação e seu Criador.
E, depois, diz a parábola, o rei ordena aos seus servos para irem a cada esquina e rua da cidade para chamar para a festa quem quer que eles encontrem: "Ide agora até as encruzilhadas dos caminhos e convidai todos que encontrardes para as núpcias".
Cristo nos diz que Deus deu ao povo escolhido, como primeiro destinatário, o dom da comunhão e da salvação através do envio do Filho, Jesus de Nazaré, que eles ignoraram, rejeitaram e condenaram, e, desde então, essa mesma salvação é oferecida, novamente, para todos os outros homens, seja qual for sua cultura e condição social a que pertencem: sejam eles ricos ou pobres, em especial os últimos, os marginalizados, porque ninguém é excluído do amor de Deus, a não ser que eles mesmos rejeitem esse amor.
É o que lemos no final da parábola, quando dizemos que a sala estava cheia para a presença de todos aqueles que aceitaram o convite, mas entre eles havia um desprovido da "veste nupcial" ou traje de festa, condição essencial para tomar parte no banquete.
Este é um simbolismo claro, demonstrando que seria o sinal de uma disposição interior para a comunhão com Deus – aceitando fazer parte do Reino.
Vivemos em um mundo dividido, onde existem disputas, maldades, violências, rancores, vinganças, corrupção, falsidades, incoerências, omissões que tornam infeliz o relacionamento humano e a própria pessoa. Porém, nada é impossível para Deus! Eis que Ele, neste domingo, exorta, em seu diálogo conosco, propondo-nos "um banquete de comida farta para todos os povos". Ele vai rasgar o véu que cobre o nosso rosto e que não nos permite ver e trazer para a realidade prática a verdadeira comunhão. Ele enxugará as nossas lágrimas e fará desaparecer a condição de desgraça do seu povo. Podemos, portanto, também nós, explodir na alegria mais plena e intensa: "Eis o nosso Deus; nele esperamos para que nos salvasse; este é o Senhor em que esperamos: alegremo-nos, exultamos pela sua salvação. Porque a mão do Senhor repousará nesta montanha”.
São Paulo, na segunda leitura deste domingo, exulta porque seus irmãos tomaram parte em suas dificuldades para obter um sinal concreto do seu amor e lhes promete uma recompensa não humana. "Meu Deus, por sua vez, suprirá todas as vossas necessidades, de acordo com suas riquezas com magnificência em Cristo Jesus. Ao Deus e Pai nosso seja dada glória para todo o sempre. Amém".
O convite do Evangelho para o banquete é de natureza escatológica, isto é, sobre o fim dos tempos. Retratam as núpcias no reino de Deus e o objetivo final, com o prêmio que nos espera. Ainda temos desculpas para não participar das núpcias? Os assuntos do mundo ainda têm de prevalecer sobre as coisas de Deus? Ou esperamos entrar sem a veste nupcial? Cada um de nós é chamado a dar a sua resposta com o coração aberto para a experiência de acolher o convite que a todos nós é dirigido. E aí iremos “nos alegrar e exultar por nos ter salvo”, e sermos contados entre aqueles que, além de chamados, também foram os escolhidos.
Na semana que se inicia, ao celebrar a Virgem de Nazaré no domingo, Padroeira da Amazônia; e no dia 12, ao celebrarmos a Virgem Aparecida, Padroeira do Brasil, vamos comemorar solenemente os 80 anos da inauguração do monumento ao Cristo Redentor, no Corcovado, que com seus braços abertos nos abraça e abençoa e é um sinal de fé do nosso país e de nossa gente a sinalizar para todos em quem nós cremos e colocamos nossa esperança: Jesus Cristo, nosso Senhor!
A vida e os seus ritmos frenéticos às vezes se tornam conspirações contra nós e nos distraem dos verdadeiros bens, iludindo-nos com a transitoriedade dos bens do tempo presente. O convite para o “banquete” e para estarmos com o traje da festa continuará sempre ecoando para todos os que veem este sinal no alto do monte. O Cristo que nos acolhe, do Corcovado, nos conclama a buscar os bens eternos e não nos iludir com o ter, o poder, o prazer e a glória transitória do mundo. Busquemos o fundamental e deixemos Cristo ser o Redentor de nossas vidas!

Dom Orani João Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro



quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Carta de Francisco



Jovem Amigo

Eu não te conheço. Não sei de tua vida. Teus amores. Tuas desilusões. Tristezas. Alegrias. Teus sonhos. Teus encantos. Teus desencantos. Não conheço tua história. Teu caminho.
Posso imaginar que és um derrotado, acobardado, vencido pela vida. Sentado à beira do caminho à espera distraidamente, da dama felicidade – que jamais virá.
Posso imaginar que és um lutador, um vencedor... Alguém que deseja o infinito repouse em seus braços. Esperança no olhar, Sorriso nos lábios, Alegria no coração, Vigor nos teus músculos.  O passado te impulsionou. O futuro te sorri. O presente tu o vives plenamente.
Jovem, não importa quem foste, por onde andaste, quem és e onde estás. Uma vitória  pode ser o principiar de uma derrota e uma derrota pode ser o início de uma vitória.
Eu fui um derrotado por longo tempo. Fui perdedor. A doença me prostou. Entrei em mim mesmo. Encontrei-me n’Ele. Decidi ser só de Cristo. Todo d’Ele. Tornei-me ganhador. Minha vida tomou novo rumo, novo sentido, novo vigor. Nunca é tarde para começar. Nunca é tempo de desanimar. Na vida nunca é tarde para ser feliz fazendo felizes os outros. És tu quem decide de tua felicidade. Se tu não agires, ninguém agirá por ti. Não esqueças que eu também venci. Mais isso não foi fácil. Venci apesar disso.
Não importa o que tu foste, importa o que decides e procuras ser. Não percas tempo, enquanto é tempo.

Um grande abraço de teu amigo que fica torcendo por ti.

 Francisco de Assis

*-*-*-*-*-*-*-*
Na última terça-feira, 04/10, a Igreja celebrou a memória de São Francisco de Assis, jovem, rico de posses que largou tudo para seguir o seu chamado vocacional. Francisco era repleto de humildade e fé,  mirando-se no exemplo de Cristo fez de sua vida testemunho eterno de conversão e entrega, inundando seu cotidiano e o daqueles que estavam ao seu redor no amor proveniente do Pai.
Francisco é um exemplo principalmente para os jovens. Roguemos a ele para que possamos também nós aceitarmos o convite do Deus que não nos abandona e quer nos capacitar para seguir nos caminhos de Cristo.

 

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Pastoral do Copo D'água



Rebeca foi escolhida ao dar de beber aos camelos do servo de Isaque.(Gn 24,14-24).
A samaritana foi convertida por causa de um gole de água. (Jo 4,7)

Jesus provavelmente tinha sede quando pediu àquela mulher de outro povo, de outra religião e de outros costumes que lhe desse um pouco de água. Ela não negou, mas achou estranho que um homem judeu falasse com ela, que era samaritana. Ele e não ela estava transgredindo um costume. E daí? O mesmo homem que lhe pediu água e conversou longamente com ela, também colheu (Mt 12,1-8) e curou em dia de sábado( Mt 12, 10-13) e quebrou diversas tradições que não faziam mais sentido, enquanto conservou as que ainda tinham sua razão de ser. Por isso disse que se ela soubesse quem ele era, sedenta como era de afeto, iria pedir da água que ele tinha.
A mulher já tivera cinco homens e estava no seu sexto companheiro. De conversa em conversa ele a convenceu, sem humilhá-la, sem ofender, sem diminuir, sem perder a gentileza. Ela podia ter seus pecados, mas era sincera. Falava a verdade e era boa de conversa. Mostrava franqueza, não mentiu e mostrou que sabia ouvir. Fanática ela não era!. Sabia ver valor nos outros. Por isso, foi possível dialogar.
Fanáticos, mentirosos e manipuladores que nunca sustentam suas promessas e que se acham os donos da situação, tornam difícil qualquer diálogo. Com Herodes Jesus ficou calado. Não havia verdade no rei( Lc 23,8-12). Com Pilatos, falou claro (Lc 23,1-7), com os fariseus teve debates intensos, mas com a samaritana foi amistoso, sincero e franco. Ela o fez por merecer. Abriu-lhe o coração.
A conversa foi longa e boa. Tão boa que ela deixou o cântaro lá no poço.(Jo 4,28) e foi buscar gente para conhecer Jesus. Aquilo, sim é que era conversar! Devia ser uma mulher bonita e com alguma liderança. Afinal, encantara seis homens e ali, no ato, trouxe muita gente até Jesus. É de se supor que tenha mudado de vida. Jesus não fazia o trabalho pela metade. Se alguém o acolhia, ele convertia. Forçar, nunca! Ela mostrou-se receptiva e Jesus a recebeu no Reino.
E pensar que tudo começou com um pouco de água à beira de um poço… A água e a conversa mudaram aquela mulher influente. Jesus diria mais tarde que um copo de água dado em seu nome não ficaria sem recompensa. No caso dela, não ficou!
Aprendamos com Jesus a lidar com pessoas de comportamento diferente do nosso,.e com gente que crê e pensa de maneira diferente da nossa. Ternura, franqueza, diálogo, gentileza! Um bom lembrete aos que desejam participar da pastoral da acolhida e da visitação. Jesus começou pedindo ajuda; só depois ofereceu a dele! Teríamos a mesma humildade?

Padre Zezinho, SCJ


terça-feira, 13 de setembro de 2011

Crescer no Ecumenismo



O que muitos cristãos não sabem é que um muçulmano fiel não tem nada a ver com guerra santa. Jihad para ele significa “esforço”, “luta” “empenho de vida”. A guerra era um último recurso, e só para se defender. Se vencessem, seriam generosos com os inimigos.  Uma das hadith (tradições) afirmava que Maomé, ao voltar de uma batalha que vencera, disse que agora começava a maior de todas: reformar a sociedade e o próprio coração.
No livro de Karen Armstrong “Em Defesa de Deus”, se lê à pagina 111, que quando Meca voluntariamente abriu as portas para não entrar em guerra, ninguém foi obrigado a adotar o islamismo e Maomé não tentou instaurar ali um Estado exclusivamente islâmico.
Diz ainda Karen Armstrong, historiando o islamismo, que nos primeiros cem anos posteriores à morte do Profeta, desencorajava-se a conversão ao islamismo, que era religião de árabes, descendentes de Ismael, o primogênito de Abraão, uma vez que os judeus são filhos de Isaac e o cristianismo é a dos seguidores de Jesus.
Mais tarde, muçulmanos de outras convicções desobedeceram a Maomé e praticaram a violência que Maomé não ensinou.
O que não se ensina é que, entre os judeus, havia conceitos de partilha e de renda mínima ou mínimo necessário; traduziam o judaísmo melhor do que qualquer outro preceito. Sobre eles discorre de maneira claríssima o excelente Jacques Attali no seu livro Os Judeus, O Dinheiro e o Mundo.
O que muitos católicos não sabem é que quando um evangélico sincero se diz vencedor em Cristo não pensa em derrotar os outros e, sim, em vencer o pecado e a si mesmo. Mais tarde é que, movidos pelo marketing e pelo proselitismo desenfreado, alguns neo-evangélicos começaram a falar em vitória sobre as outras igrejas.
O que muitos evangélicos não sabem é que os católicos são orientados por sua doutrina e por seus documentos oficiais a respeitar outras religiões e a ver luz e graça de Deus em outros grupos cristãos. Não temos o direito de declarar que alguém vai para o inferno ou está nas trevas. O católico que faz isso andou lendo textos da Idade Média, mas nossa igreja evoluiu no diálogo ecumênico.

Jesus nem sempre é obedecido por católicos e evangélicos mais aguerridos que teimam em esquecer como ele tratou pessoas de outra fé e como dialogou, deixou falar, elogiou e acolheu.
Às vezes, 20 deles conseguem criar mal estar entre nações, ao praticar seu ato insano em nome de Deus. O ódio religioso atravessa séculos. E, se não tivermos a coragem de nos aproximarmos, levaremos milênios até descobrir que é o mesmo sol que brilha sobre catedrais, matrizes, mesquitas e sinagogas.
Repitamos para não esquecer: o problema não é da luz, nem é do céu: é de nossas janelas e portas trancadas e das cortinas e persianas que teimamos em cerrar para orarmos, só nós e só do nosso jeito ao Pai de todos, mas cujo colo ciosamente afirmamos ser é só nosso; coisa de criança mimada e manhosa!
Se não crescermos, murcharemos!

Padre Zezinho, SCJ 


 

terça-feira, 26 de julho de 2011

Não te perturbes!


Quer conhecer um roteiro infalível para seu dia a dia? Leia com atenção:
Nada te perturbe, nada te espante, tudo passa! Só Deus não muda. A paciência, por fim, tudo alcança. Quem a Deus tem, nada lhe falta, pois só Deus basta.
Escrito há 500 anos, essa poesia de Santa Teresa de Jesus continua a ensinar o essencial: Só Deus basta! Mas, o que isso significa concretamente?
Vivemos sobressaltados, preocupados. Inquietos, passamos o dia tentando resolver mil coisas. Ansiosos, não conseguimos dormir bem. Preocupados, acabamos por meter os pés pelas mãos no desejo de evitar que aconteça o que nós consideramos “o pior”. Estressados, acabamos por nos irritar contra tudo e todos. Gritamos no trânsito, gritamos em casa, desmoronamos de cansaço.
O problema está, entre outras coisas, em achar que sabemos o que é o “melhor” e “pior” para nós. Uma vez estabelecido o que consideramos nos convir ou não, tomamos as rédeas para determinar o que consideramos “melhor”. Ocorre que tudo, mas tudo mesmo, passa e o que ontem nos parecia “o melhor”, hoje é, visivelmente, “o pior”.

Fé em Deus
A raiz da inquietação, estresse, preocupação e ansiedade que aos poucos nos matam, contudo, reside além do fato de tudo passar, reside na fé.
Há a fé que acredita em Deus e reza, contrita, o “Creio em Deus Pai”. Acreditar desse jeito, afirma São Tiago, até os demônios crêem e tremem. Nós, até cremos, quanto a tremer...
Há aquela “fé” que pede a Deus o que acha “necessário”, “imprescindível”, “melhor” e fica ressentida com Deus se ele não atende seu pedido por mais que peça através de todos os meios – diga-se de passagem, nem sempre lícitos. É a fé infantil, diria, até, “birrenta”. Essa fé, “contrariada”, muda de igreja quando não é atendida, assim como criança birrenta põe cara feia e diz aos pais que não é mais filho deles.
Há a fé madura, que crê no Evangelho e na Igreja e vive seus ensinamentos, custe o que custar. É a fé dos santos.
Há a fé que confia em Deus e a ele se entrega inteiramente, tranquila, pois sabe que ele é Pai e sempre providencia o melhor para nós. E, para Deus, o melhor para nós é a santidade.
É essa fé madura e inteiramente confiante no amor de Deus que não se perturba com nada. Sabe ser fiel a Deus e ao Evangelho na penúria e na fartura, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença.
Essa fé madura e confiante que é amada por Deus, não se espanta com nada. Nada a escandaliza, ainda que seja grande tristeza. Seus olhos não estão aqui na terra, mas fixos no céu. Sabe que, aqui na terra, tudo passa, tudo muda. Sabe que tudo pode nos enganar e iludir. Sabe, sobretudo, que Só Deus é o mesmo sempre. Só Deus não muda. Só o amor de Deus é sempre o mesmo, pois ele é amor em ato. Essa fé não vive para a terra nem valoriza o que à terra pertence. Vive para o céu, usando as coisas da terra para alcançá-lo.

Paciência de Autodomínio
Por isso tem paciência. Não aquela paciência de autodomínio, nem aquela que rói as unhas e balança as pernas para controlar a impaciência interior. Trata-se, aqui, da paciência-esperança, a paciência-fé, a paciência-amor.
É aquela paciência que sabe que Deus está no comando. Sabe que ele pode tudo e tudo realiza por amor. Está certa de que, no tempo de Deus – e não no seu! – ele mesmo resolverá da melhor forma de todas, sempre visando nossa santificação e a do mundo. Sabe que, ainda que tudo esteja negro, verá a vitória de Deus e que essa vitória nem sempre é tal qual pensamos.
Fé, caridade, esperança, paciência, confiança. Quem a Deus tem, nada lhe falta. Corretíssimo. Mas, quem é mesmo que “tem Deus”. Todos. Porém, Santa Teresa fala aqui daquele que conhece Deus não por palavras e teorias, mas pela oração e pelo amor. Em uma palavra, pelo relacionamento pessoal, relacionamento de amizade. Este, que ora com a Palavra, que tem a Deus como o centro de sua vida, que procura amá-lo em tudo, a este, nada lhe falta. Dele cuida o Pai muito melhor do que as aves do céu e os lírios dos campos, pois ele vale muito mais aos seus olhos.
Nada te perturbe, homem de pouca fé! Nada te espante, mulher de pouca esperança! Tudo, mas tudo, mesmo, passa, exceto Deus. Fica, então com o Único que é digno do teu amor e deixa-o cuidar de ti. Espera. Confia. Espera sempre, confia sempre. Quem tem a Deus, quem o conhece, quem confia nele, vive de forma diferente, vive de olho no céu e de coração no coração de Deus. Por isso, é tranquilo e feliz.
Só Deus basta. Dedica-te a Ele. Deixa-te amar por ele. Ama-o. Nada, então, te perturbará.

Emmir Nogueira
(Co-Fundadora da Comunidade Comunidade Católica Shalom)

domingo, 3 de julho de 2011

Você já pensou em ser padre?

Esta pergunta é muito comum quando um jovem começa a se engajar em alguma pastoral ou movimento em sua paróquia. Mesmo que não seja o seu caso, essa questão merece atenção. Cada vez mais, tem crescido o número de padres mais jovens. Em alguns países, como nos EUA, mais da metade das ordenações, em 2011, é de jovens com idades entre 25 e 34 anos. Será que é difícil falar de sacerdócio com os jovens nos dias de hoje?
O cardeal dom Cláudio Hummes, arcebispo emérito de São Paulo e ex-prefeito da Congregação para o Clero (organismo do Vaticano responsável por acompanhar os padres do mundo todo), revelou ao site "Jovens Conectados" que, apesar de não haver um levantamento mundial sobre a faixa etária dos sacerdotes, durante suas viagens a diversos países ele notou um número significativo de padre jovens.
“Participei de um grande encontro de presbíteros na Índia, por exemplo, no qual a grande maioria era de jovens. Isso eu também pude notar em alguns outros países pelos quais eu passei”, disse o cardeal que, por outro lado, destacou que na Europa acontece o contrário. “Há uma grande carência de padres jovens. A grande maioria dos padres na Europa tem acima de 60 anos”.
Encontro pessoal com Jesus Cristo
Para o cardeal, o grande desafio para tratar do tema do sacerdócio com os jovens é, em primeiro lugar, ajudá-los a terem um encontro pessoal com Jesus Cristo. “Um encontro pelo qual eles, de fato, se encantem com Jesus Cristo e façam a sua adesão pessoal a Ele. Não basta ensinar uma doutrina para os jovens. Em todo ser humano, a fé se inicia quando há um encontro pessoal com Deus”, explicou.
Tal experiência é confirmada pelo padre Marcelo Gualberto, sacerdote há três anos e atual secretário das Pontifícias Obras Missionárias (POM). Goiano e com 30 anos, padre Marcelo contou que um dos maiores desafios para um jovem viver o sacerdócio são justamente as oportunidades oferecidas pelo mundo. “O jovem sempre tem curiosidade sobre as novas realidades que surgem na sociedade. Mas a essência do ministério sacerdotal é poder enxergar a luz de Cristo em meio a todas essas diversidades”.
Pastorais e movimentos
As pastorais de juventude, os movimentos eclesiais e novas comunidades têm grande importância no despertar vocacional dos jovens para o sacerdócio. “O jovem, de fato, busca pra si um projeto de vida que valha a pena. Por isso, todos os grupos eclesiais que trabalham com os jovens devem ser apreciados e incentivados”, ressaltou, reforçando que é preciso refletir sempre de novo sobre “como fazer de Jesus Cristo uma boa notícia para os jovens”.
Ainda de acordo com o arcebispo, em uma sociedade como a atual, “laicista, arreligiosa, quando não, contra a religião”, só a partir de uma vivência da fé que o jovem pode se sensibilizar com um chamado de Deus para uma vocação especial dentro da Igreja. “As próprias Jornadas Mundiais da Juventude buscam levar estes jovens para uma adesão pessoal a Jesus Cristo, além de darem uma forte mensagem ao mundo de que é preciso chegar até os jovens”, disse.
Foi em um grupo de jovens de uma paróquia no Haiti, que o padre Jean-Robert Michel sentiu chamado para o sacerdócio. “Foi lá que engatinhei no seguimento de Cristo, onde também mergulhei na terrível pobreza que provocava um profundo sofrimento em jovens, crianças, idosos e adultos”, relatou o haitiano, que foi ordenado padre por dom Cláudio, em São Paulo, e hoje vive no Canadá.
Para o missionário, apesar das muitas opções oferecidas pelo mundo aos jovens, não é difícil falar de sacerdócio com eles. “Tenho observado que é preciso desenvolver uma maneira de se aproximar dos jovens. Eu, por exemplo, indago a eles sobre o chamado para despertar algo que já possa existir neles. É o Espírito de Jesus quem trabalha a pessoa”, disse.
Testemunho
Outro fator importante para despertar vocacional entre os jovens é o convívio com os padres. Padre Marcelo lembrou uma da mensagem do Papa Bento XVI :“o testemunho suscita vocações”. “Quando jovem que vê um padre jovem, no vigor de seu ministério, na realização do sacerdócio, que transparece a felicidade, certamente essa é a maior propaganda vocacional”, afirmou o padre, que relatou que na sua diocese de origem, Uruaçu (GO), há um número muito significativo de sacerdotes jovens e o surgimento de muitas vocações.
Porém, isso não descarta a necessidade de uma boa Pastoral Vocacional, como apontou dom Cláudio. Para ele, essa pastoral é fundamental na ajuda do discernimento vocacional da juventude. “Isso significa dar oportunidades ao jovem para que ele possa conversar com uma pessoa da Igreja, na qual ele confie, para que ele possa falar sobre o chamado que ele está sentindo dentro de si”.
Vale a pena ser padre
Ao deixar sua mensagem aos jovens padres, o cardeal Hummes lembrou do que o Papa João Paulo II costumava exortar sobre a fidelidade como condição para a felicidade. “A felicidade de conjuga com fidelidade. Em todas as vocações, só sendo fiéis é que se pode ser feliz”, lembrou dom Claúdio, que sempre recordava essa frase nas ordenações sacerdotais que presidia.
Dom Cláudio também usou as palavras do Beato João Paulo II, reforçadas pelo Papa Bento XVI, ao deixar sua mensagem aos muitos jovens que sentem o chamado para o sacerdócio em seu coração. “Não tenham medo! Não tenham medo de ouvir a voz de Deus. Porque Deus não quer conduzir ninguém à infelicidade. É preciso, claro, ser alguém disposto a seguir a Jesus neste grande ministério que é do próprio Cristo, verdadeiro sacerdote”, afirmou.
“Vale a pena ser padre!”, garante padre Marcelo, sem esquecer-se das dificuldades que existem e são próprias dessa vocação, assim como o Matrimônio, por exemplo, tem suas dificuldades. “Mas a alegria de poder estar à disposição de Cristo, para segui-lo e anunciá-lo, deve ser algo que contagie a todos os jovens que querem buscar uma consagração total a Deus”.
Então, se você sente este chamado para o sacerdócio, ou tem dúvidas sobre vocação, procure o seu pároco, ou o Serviço de Animação Vocacional (SAV) de sua diocese.