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domingo, 3 de julho de 2011

Banda Dominus vai levar os ritmos brasileiros para a JMJ Madri


- A gente se sente muito honrado por ter recebido esse convite da organização da Jornada pelo nosso estilo que é bem brasileiro e porque a Dominus tem essa identidade com a juventude. Isso nos enche de alegria – disse o vocalista e fundador da banda, Léo Rabello, em entrevista ao site "Jovens Conectados" durante o grande encontro de artistas católicos realizado em São Paulo pela Comissão Episcopal para a Juventude, da CNBB, no dia 21 de junho.
- A gente foi percebendo que tinha um diferencial no estilo. A partir daí, vimos que outras paróquias, outras comunidades começaram a nos chamar para tocar lá. A gente entendeu que era um chamado para não ficar só dentro da paróquia, mas sair dali, fazer shows – contou Léo Rabello.
A banda Dominus tem oito componentes e foi fundada em 1989 em Belo Horizonte por jovens que tocavam nas missas e nos grupos de oração de suas paróquias. Suas músicas combinam o estilo musical axé com mensagens cristãs. Até hoje, mesmo com 22 anos de carreira e oito CDs e um DVD gravados, além de um disco de ouro, os músicos continuam tocando em suas paróquias.
Com o estilo musical agitado, a banda Dominus tem na juventude, desde o começo da carreira, seu principal público.
- O nosso foco hoje é totalmente para os jovens, em cima dos ritmos, das danças, da proposta, das mensagens que acontecem entre uma música e outra. A gente sempre coloca o combate às drogas, a valorização da família - afirmou o músico na entrevista.

Formação
Léo Rabello - vocal e violão
Anderson Martins - dança
Viviam Rocha - dança
Robson cardoso - bateria
Clei Loredo - guitarra
Adilson Rosa - teclado e vocal
Vinny Terra Nova - baixo
Janscen Rodrigues - percussão

Discografia
1997: Canção que liberta
1999: Confia Brasil
2001: Dominus 3 Ao Vivo
2004: Mais perto
2005: Contemplar o Senhor
2006: Ao Vivo em Salvador
2008: Vem pro lado de cá
2011: Não estou sozinho DVD

DVD
2006: Ao Vivo em Salvador

Mais informações




sexta-feira, 24 de junho de 2011

Hei jovem, você conhece a Irmã Kelly Patrícia?


Ela é uma jovem freira tímida e humilde, intensamente dedicada à vida de oração. Mas é também uma cantora com carreira longa e premiada – em maio, foi escolhida a melhor cantora católica do Brasil, vencendo o troféu Louvemos o Senhor, concedido pela TV Século XXI. Irmã Kelly Patrícia agora se prepara para participar da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) em Madri, em agosto, quando se apresentará durante o Festival da Juventude.
- É com muita alegria que vamos participar representando o Brasil na Jornada. A minha expectativa é de que realmente Nosso Senhor nos use para animar o coração do jovem para a busca de Deus. Desejamos também poder receber essa grande riqueza de culturas variadas. A minha expectativa é de cumprir o que Deus me chamou a fazer. Se ele me chamou a ir para a Jornada, aí vamos nós – contou ela em entrevista ao portal "Jovens Conectados" no sábado, 18 de junho, após fazer um show em Brasília.
Irmã Kelly Patrícia nasceu em Fortaleza, onde vive até hoje. Lá ela fundou, junto com Irmã Jane Madeleine, o Instituto Hesed de Vida Consagrada, em 1998, com espiritualidade carmelita, inspirada em São João da Cruz e Santa Teresa de Ávila – santos espanhóis que assinam muitas das letras cantadas por ela.
- Será uma grande alegria cantar no país deles – disse.
“Busca de Deus”, seu trabalho mais recente, mostra a sua nova missão: a evangelização da juventude. Com canções mais pop, rocks leves e até um suave reggae, o CD fala sobre as ânsias e as esperanças dos jovens.
- A intenção é evangelizar os jovens para que conheçam o nosso Senhor, para que conheçam essa formosura que é o Deus que nos criou e que nos quer para si. A intenção é também que aqueles que já conhecem venham participar conosco, que se inflamem mais ainda nesta busca de Deus numa caminhada até o céu.
Para a freira, os jovens procuram Deus, procuram o sentido de sua vida:
- Deus quer que todos sejamos felizes e o homem só pode ser feliz com Deus. No período da juventude, os nossos desejos são tão mais aguçados, queremos tantas coisas... O objetivo deste novo CD é tentar orientar este desejo. E qual o desejo principal que está no coração do homem? O ser humano só  pode se realizar nesse desejo, que é o desejo de Deus. A busca de Deus é para este fim, para sermos jovens realizados.


20 anos de carreira

A paixão de Irmã Kelly Patrícia pela música começou a aflorar cedo: aos 15 anos, já cantava nas missas da paróquia Jesus Maria e José, na capital cearense. Em 1991, gravou uma série de quatro fitas-cassete com músicas inspiradas nas letras dos evangelhos e dos escritos de São João da Cruz e de Santa Teresa de Ávila. A iniciativa foi bem recebida e em 1996 foi gravado o primeiro CD, Melhores Momentos, reunindo algumas das músicas dessas fitas. Daí em diante, Irmã Kelly Patrícia nunca mais parou de cantar. E mais do que conciliar o trabalho artístico com os deveres religiosos, ela busca fazer desse trabalho uma forma de evangelização, pois acredita que a música chega mais fácil aos coração das pessoas.
O show que apresentará em Madri é centrado nas canções do novo CD e tem a participação de dançarinos de street dance, além de alguns duetos com outros integrantes do instituto Hesed – seguindo os passos de sua fundadora, as irmãs Maria Joana e Teresa Michaela e o Irmão Bento Miguel também cantam.

Discografia de Irmã Kelly Patrícia:

- CDs musicais:
1996: Melhores Momentos
1998: Passos no Silêncio
2000: Et Verbum
2002: Em uma Noite Escura
2004: Só Deus Basta
2007: Viver de Fé
2009: Verbi Sponsa
2010: Busca de Deus

- CDs de oração:
2003: Ofício da Imaculada  Conceição
2003: O Santo Rosário
2010: Terço da Misericórdia

Para saber mais:





sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

As pessoas têm necessidade do belo


João Paulo II, em 1999, escreveu uma carta endereçada a mim. Isso mesmo: uma carta do Papa pra mim e pra você que é artista e que de alguma forma leva o “belo” para o mundo.
Essa carta é um presente pra nós, mas é também um apelo da Igreja para que cada um de nós, artistas, não cessemos de “produzir” esta beleza que o mundo tanto necessita.
De fato, a arte – no caso, a música – exerce uma influência enorme em nós. A música em geral tem essa força, independente de seu estilo. Quem já não chorou com uma canção ou ouvindo uma música se transportou a um outro lugar? Tive a oportunidade de estudar musicoterapia em 1998 e pude experimentar, trabalhando durante um ano na Apae com excepcionais, como a música pode ajudar jovens com alguma deficiência.
Em outra oportunidade, trabalhei com a Pastoral da Saúde no maior pronto socorro de Belo Horizonte. Sabem o que eu fazia lá? Tocava violão e cantava com os enfermos. O lugar mais difícil do hospital pra mim era o 9º andar, pois lá estavam os que sofreram queimaduras. Mas era lá que eu sempre queria ir, pois mais aprendi com eles do que tudo. Algumas pessoas não conseguiam falar quando eu cantava, mas era possível ver nos olhos a paz e a alegria da visita e da música. Cantei sertanejo com uns, pop rock com jovens e cantigas com as crianças, mas o mais importante eram eles se expressando através da música, algo que ajudava em sua recuperação.
Conta uma história que dois irmãos músicos, um que tocava na igreja e outro na orquestra, combinaram de se verem tocando. O da ópera foi à igreja e o som estava ruim, os violões desafinados, a música mal executada etc. No outro dia, o da igreja foi ao concerto da orquestra que começou pontualmente, o som estava impecável e tudo no seu devido lugar. Conversando depois, o irmão da orquestra disse: nós aqui apresentamos uma mentira como se fosse verdade e você na igreja apresenta uma verdade como se fosse mentira.
Será que tenho feito de minha arte uma verdade para as pessoas? Como o Papa disse, o mundo tem necessidade do “Belo” e infelizmente muitos jovens se encantam com tantas músicas sem sentido, ou pior, com sentido destruidor. E digo mais, será que tenho feito de minha vida uma bela arte para as pessoas?
Escute, jovem: somos inteligentes e podemos crescer com belas canções que nos levam ao encontro com o sagrado, sejam essas canções cristãs ou não. Cabe a mim e a você usar o discernimento pra saber se aquela canção me ajuda ou me atrapalha, se me constrói ou me destrói, se me eleva ou me rebaixa.
Cresçamos e nos elevemos com a beleza da música e experimentemos o quanto ela pode nos ajudar a sermos pessoas melhores.
Um fraterno abraço!

Léo Rabello
(fundador da Banda Dominus, mora em Belo Horizonte)