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terça-feira, 9 de julho de 2013

Acampamento 2013 - 1ª Turma



Os dias 05, 06 e 07 de julho de 2013 foram de intensa graça e benção para 64 jovens que participaram do primeiro Acampamento de Oração e Vida organizado pela Pastoral da Crisma em 2013. Na evento, os crismandos(as) participaram de palestras cujos temas englobaram o Kerigma e assuntos relacionados à juventude cristã com base na doutrina da Igreja Católica Apostólica Romana.
As fotos do evento podem ser conferidas nesse álbum na nossa galeria.
Nos dias 19, 20 e 21 de julho outros 63 jovens que serão crismados ao fim do ano terão a oportunidade de viver essa experiência de fé, cura, restauração e salvação.

A paz e o bem!


sexta-feira, 19 de abril de 2013

Festa Chega Mais II




Na noite de 06/04, sábado, ocorreu a primeira festa do ano de 2013 organizada pela Pastoral da Crisma, a "Festa Chega Mais II". O evento, que ocorreu entre às 18:00h e 22:00h na Escola Estadual Celso Machado, contou com a participação de aproximadamente 140 pessoas entre crismandos(as), catequistas, amigos da Pastoral e demais convidados(as). 
Você que participou, dançou e trouxe sua alegria para partilhar conosco, sua presença fez de nosso evento um sucesso!

Confira as aguardadas fotos da festa a partir desse álbum em nossa galeria.

Fique ligado nos próximos eventos de nossa Pastoral.

A paz e o bem!

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Gastar sem desgastar-se




No último sábado, 25/08, os(as) criamandos(as) de toda paróquia foram convidados a participar da palestra de educação financeira ministrada pelo paroquiano Geraldo Afrânio da Silva, que gentilmente se dipôs a partilhar seus vastos conhecimentos na área de finanças conosco.
Na ocasião, além de sua dinâmica apresentação, Geraldo ofereceu aos crismandos e catequistas, com o apoio de nossa paróquia, exemplares de seu livro “As $ete regras sagradas para alcançar a independência Financeira. Gastar sem Desgastar-se”, um romance leve e muito instrutivo, ideal para auxiliar aqueles que buscam caminhos para equilibrar as economias e alcançar a saúde financeira.
O livro está disponível também para entrega, uma ótima oportunidade para presentear aqueles pelos quais temos carinho e afeto com um guia instrutivo e muito útil para a vida.

Interessados, de qualquer lugar do país, podem adquirir o livro através dos seguintes modos:

- Pelo telefone: 08006019077 (com entrega no endereço do cliente em qualquer parte do Brasil);

- Em contato com a Distribuidora de livros Mãe da Igreja:

- Via Mercado Pago (serviço do Mercado Livre):  

Qualquer informação adicional sobre o livro, ou outras formas de adquiri-lo, pode ainda ser solicitada através do email:  gastarsemdesgastar@hotmail.com, em contato direto com o autor.

Você também pode curtir a página do livro no Facebook, por meio do link: http://www.facebook.com/gastarsemdesgastar

A paz e o bem! 

sábado, 28 de julho de 2012

Acampamento 2012


Nos dias 20, 21 e 22 de Julho aconteceu no Sítio da Comunidade Shalom, em Sabará, o primeiro Acampamento de Oração e Vida do ano de 2012. O evento contou com a participação de 48 jovens crismandos(as), provenientes de uma turma da Matriz e duas turmas das comunidades (Nossa Senhora de Fátima e Santo Expedito), além de aproximadamente 20 catequistas e a equipe de apoio da cozinha.
Foram dois dias e meio de bençãos, com muita oração, espiritualidade, formação, lazer e diversão. No sábado contamos ainda com a visita de nosso querido pároco, Padre Jorge, que presidiu a celebração eucarística e participou de parte das atividades do dia.
Confira as fotos desse fim de semana inesquecível neste álbum na galeria da nossa Pastoral.

O acampamento com as demais turmas de 2° ano ocorrerá entre os dias 31 de Agosto, 1° e 2 de Setembro, no mesmo local. Você crismando(a) que participará do próximo acampamento fique ligado! Não perca as datas e procure seu catequista assim que retomarmos os encontros semanais, no próximo sábado, 04 de Agosto.

A paz e o bem!


segunda-feira, 16 de julho de 2012

Festa Junina 2012



Querido(a) crismando(a), catequista, amigo(a) e chegado(a), aconteceu no último domingo, 15/07, a festa junina da nossa Pastoral.
O evento teve início antes da celebração eucarística das 19:00h, na Matriz, e contou com barraquinhas vendendo deliciosos caldos, canjica e cachorro quente. Após a missa, os presentes se divertiram com as duas quadrilhas, da Crisma e do Pós-Crisma, que deixaram a festa ainda mais animada.

Confira as fotos de mais esse evento no álbum adicionado à galeria da nossa Pastoral.

A equipe de eventos agradece a todas as pessoas que tornaram essa festa possível, especialmente aos casais do ECC e aos catequistas responsáveis pela montagem e organização das barraquinhas e claro, nossos(as) crismandos(as), força jovem da paróquia e da comunidade.

A paz e o bem!

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Ser santo é saber fazer escolhas nobres





Não há, no mundo, nada que satisfaça as expectativas do coração de um jovem; nele, tudo é vão e passageiro. Um jovem feliz é aquele que busca, constantemente, suas respostas e anseios mais íntimos no coração de Cristo. Somente no lado aberto do Senhor pode-se encontrar toda riqueza espiritual e sentido para as aspirações.
Santo Agostinho refletia sobre isso: “Fizeste-nos para Ti e inquieto está nosso coração enquanto não repousa em Ti.” O coração do ser humano repousará alegremente, somente na eternidade, onde Deus será tudo em todos. Assim sendo, tudo que se refere às coisas desse mundo não pode, nem de longe, preencher o coração de um filho do Senhor.
Nossa alma é grande demais; só um Deus imenso pode preenchê-la. Por isso, não podemos deixar os rumores do mundo invadir nosso coração, ditando nosso modo de vida. Na atualidade, o mundo olha o jovem como mero consumidor, descartando todos seus talentos e virtudes, a ponto de torná-lo escravo do consumo. Se seguirmos o modismo, os lançamentos que nos trazem satisfação, acumularemos dívidas sobre dívidas, mas, nem assim, seremos felizes. Tudo em nome da satisfação imediata. No entanto, pouco  tempo depois, lá vamos nós às compras novamente. Então, compraremos o celular mais moderno, a calça e o tênis que estão em evidência, a tecnologia mais avançada. Não obstante, os jovens são bombardeados, diariamente, com propagandas apelativas, cada qual com sua estratégia e psicologia, tudo para atrair a clientela mais consumista do mundo: os jovens brasileiros.
Deveríamos investir nosso tempo e dinheiro também em prol dos necessitados como recomenda a Igreja: “O quinto mandamento – ajudar a Igreja em suas necessidades – recorda aos fiéis que eles devem ir ao encontro das necessidades materiais da Igreja, cada um conforme as próprias possibilidades” (CIC – 2043).
Desse modo, enganamo-nos achando que as compras nos fazem felizes; pelo contrário, são paliativos para amenizar nossas angústias e decepções, tristezas e ressentimentos. Contudo, as novas gerações, cada vez com mais frequência, trocam os templos sagrados pelos shopping centers. Há de se ter tempo também para o culto a Deus, pois o domingo, mais do que um dia de lazer, é o dia dedicado ao Senhor. Vejamos o que o Catecismo da Igreja Católica nos ensina: “O domingo é um tempo de reflexão, de silêncio, de cultura e meditação que favorecem o crescimento da vida interior cristã” (inciso CIC – 2186).
Enquanto o próprio jovem não se convencer de que ele é muito mais importante do que um tênis de marca, um celular da moda ou um vídeo-game atual, essa situação não mudará, e ele continuará vivendo uma vida vazia e sem sentido. Urge a necessidade de uma metanóia; mais do que isso, é preciso se deixar transformar pelo Espírito Santo de Deus, ouvindo-o e seguindo, com docilidade, suas orientações, pois Deus fala a quem quer ouvir e ouve quem está disposto a mudar.
Todavia, muitas pessoas costumam apresentar a crise do “ter” e do “ser”, ou seja, já não diferenciam essas duas situações. Os valores do mundo sempre nos motivarão a buscar o “ter” em nossa vida. Dizem que, quanto mais temos, melhores somos, porque, assim, teremos status diante da sociedade; estaremos incluídos numa determinada “tribo”, etc. Porém, os valores pregados por Jesus vão, justamente, na contramão desses pensamentos perversos. O Senhor nos pede para valorizarmos o “ser” filho de Deus, o “ser” uma pessoa de caráter, digna, honrosa, pois esses valores não estão à venda; somente Deus pode proporcioná-los a nós. Por outro lado, não podemos achar que o “ser”e o “ter” são tão opostos a ponto de não haver um ponto de equilíbrio entre ambos. Confúcio, filósofo chinês, dizia que “a virtude está no meio”. Então, nos esforcemos para buscar o equilíbrio em todas as nossas atitudes.
Finalmente, não tenhamos medo de, por ventura, nos sentirmos excluídos de um grupo pelo fato de não termos determinado calçado, roupa ou eletrônico; apoiemos nossa vida nas coisas que não passam, como a Palavra de Deus, a Eucaristia, os valores cristãos.
Podemos até ter uma grande satisfação ao comprar certo produto, porém será algo instantâneo, que não gerará vida em nós.
“Jovens, sois fortes e vencestes o maligno” (cf. I Jo 2,14). Essa característica da identidade do jovem cristão basta para iluminar suas decisões. Se são fortes, podem vencer , tranquilamente, todas as barreiras impostas pelo consumismo sustentado pela sociedade moderna. Quem sabe sobre sua salvação é você mesmo, portanto, assuma sua identidade até as últimas consequências, pois ser santo significa saber fazer escolhas nobres.

Rodrigo Stankevicz


quinta-feira, 5 de julho de 2012

Estar solteiro é a pior coisa do mundo?




Numa época em que se respira o clima romântico do Dia dos Namorados em tudo, andam dizendo por aí que os solteiros sofrem “bullying”. Brincadeiras à parte, o “estar solteiro” é um assunto que dá o que falar, principalmente numa sociedade em que os compromissos definitivos são relativisados e postos à prova, pois tem muita gente por aí querendo só “curtir a vida”.
Falar sobre o universo dos descompromissados é bem complexo e não caberia em um único artigo, desta forma gostaríamos apenas de abrir a discussão e não dar respostas prontas, porque cada solteiro vive algo bem particular.
Há pessoas, por exemplo, que preferem o ‘estar’ solteiro à faculdade, à carreira profissional, aos amigos, à família, porque estes são os focos do momento. Por outro lado, há pessoas que estão solteiras,  porque, de fato, não lhes apareceu alguém. Aí… paciência! Não é o fim do mundo. Mas nem todos encaram isso com tranquilidade e maturidade, pois para alguns a idade vai passando, os amigos vão se resolvendo e aquela história de “ficar pra titia (ou titio)”, somada à pressão social de “ter alguém”, emerge como um tipo de fracasso na vida.
Para o Cristianismo, nem todas as pessoas são chamadas ao matrimônio, mas isso não quer dizer que exista uma vocação à “solteirice” – como que equiparado ao matrimônio -, muito menos pode existir, na condição de solteiro, um desprezo ao casamento ou à sexualidade.
Assim nos diz o Youcat (265) [Catecismo Jovem da Igreja Católica]: “Também as pessoas que vivem sós podem ter uma vida plena. Talvez seja da vontade de Deus que ela se preocupe com pessoas que não contam com o apoio de ninguém. Não raramente até, Deus chama tal pessoa a uma proximidade de Si; é o caso de renunciar a um parceiro, ‘por causa do Reino de Deus’ (Mat 19, 12)”.
Para os que estão abertos e querem encontrar sua “cara metade”, vale lembrar que, na visão cristã, não se busca alguém para ser feliz, mas para fazer o outro feliz. Desta forma, um namoro segundo a vontade de Deus nasce a partir do amor que tenho por mim e que transborda para um outro.
Não existe aquela história de procurar alguém para preencher o meu “vazio existencial”, pois o encontro entre dois vazios certamente acabará num grande nada. Lembre-se de que, por mais que você encontre a pessoa da sua vida, existe em você um espaço que só Deus pode preencher.



quarta-feira, 4 de julho de 2012

Transformar e transubstanciar




Paulo diz em suas cartas, que nosso corpo mortal será transformado. Não disse transfigurado, nem transubstanciado. Disse que o hoje corruptível atingirá pelo milagre de Deus, a incorruptibilidade ( Fl 3,21; 1 Cor 15,54) ( 1 Ts 4,13-18) Jesus interferirá em cada vida e em todas as vidas. Ele pode interferir, mas nós não! Só podemos pedir que ele interfira.
Pode Deus, que é ser essencial, virar matéria? Não. Pode ele assumir a matéria que criou? Sim. Pode a matéria virar Deus? Não. Pode ser assumida por Deus? Sim. O Filho eterno, ao se encarnar, virou humano e deixou de ser Deus? Não. Prosseguiu Filho Eterno, mesmo assumindo nossa natureza? Sim. Jesus era duas pessoas? Não. Era ele uma pessoa dentre as três pessoas que é o Deus uno e Trino? Sim. A pessoa que ele era, com a encarnação passou a ter duas naturezas? Sim. Então, na eucaristia Jesus não se transubstancia em pão e vinho porque, sendo Deus ele permanece sendo quem é. Não se torna outra coisa nem outro ser. Quem se transubstancia é a matéria pão e vinho.
Pão e o vinho ao se transubstanciar se tornam Deus? Não. Permanecendo pão e vinho, ganham algo de acréscimo. Por isso oramos dizendo: Vinde Senhor Jesus! Não é o pão que sobe ao céu e se torna Cristo. É o Cristo que vem e dá subsistência especial ao pão e ao vinho que ofertamos. O pão não qualifica Jesus. É Jesus que prometeu que qualificaria o pão repartido em seu nome e naquele gesto. O milagre não estava oculto no pão. Aconteceu no pão porque Jesus mais uma vez interfere numa coisa e lhe dá consistência e sentido. Sem isso, nada aconteceria até porque não temos o poder de interferir na matéria: Jesus tem. Tanto tem que desafiou seus adversários e curou ali na sua frente um prisioneiro da matéria. Ele podia! Ele pode!
É real, é corpo e sangue do Cristo glorioso mas não é aquele sangue derramado na cruz. Trata-se do sangue do Cristo da fé, do Cristo glorioso que não sofre mais. Na eucaristia não comungamos o Cristo sofredor e, sim, o Cristo vencedor e ressuscitado. E antes que digamos que é apenas símbolo perguntemos se Jesus Cristo é só um símbolo. Se ele é real e existe glorioso então aquele pão, que ele tem poder de transubstanciar, mais do que conter um pouco dele, é ele próprio. Foi seu jeito de estar conosco, que não tivemos a graça de conviver com ele como os apóstolos tiveram. Transubstanciar o pão e o vinho não foi nem é decisão nossa. Foi e é dele. Só ele pode interferir na matéria ao ponto da transubstanciação. A ciência humana apenas pode transformá-la, nunca transubstanciá-la. É por isso que falamos em milagre. Se a ciência conseguisse o mesmo, então a eucaristia não seria milagre.
Nós cremos que Deus se encarnou sem deixar de ser divino. Cremos que o pão e o vinho se transubstanciam e deixam de ser apenas pão e vinho. A matéria pode ser tocada e transformada, como nossa vida o será, mas o Filho que é um só Deus com o Pai e o Espírito Santo, mesmo tendo assumido a nossa humanidade não foi transformado em carne. Não era só homem. Permaneceu divino. Tinha duas naturezas, mas era a mesma pessoa, o mesmo Filho Eterno que sempre foi. Por um tempo se transfigurou nos assumiu, mas não deixou sua divindade descansando em algum lugar.

Esta discussão levou séculos. Até o Século VIII quando o “Credo” que hoje recitamos foi definitivamente sancionado, ela não estava oficializada. Ainda pairavam dúvidas entre os cristãos sobre presença virtual ou real, sobre sangue físico e sangue glorioso. Deus pode interferir e transubstanciar algo, mas este algo não pode transubstanciar Deus, nem por próprio poder se transubstanciar no que quer que seja. Não confundamos transformação com transubstanciação. Transubstanciar é algo bem mais radical. A matéria criada não pode dar um passo além do que é, mas o criador da matéria pode dar a ela algo que ela não tem. É aí que começamos a falar em prodígio ou milagre. Jesus disse que faria isso porque todo poder lhe foi dado.
Pode um ser humano ter tal poder? Jesus podia e pode. Se negarmos que este ser humano que ele se tornou sem deixar de ser divino tenha tal poder então estaremos negando Jesus e embora, crentes nele, estaremos afirmando que ele era apenas um profeta. Algumas vezes ele fez uso deste poder ressuscitando pessoas e transfigurando diante dos três discípulos. Nas suas preces ele falava desta glória e deste poder. Mas os discípulos tiveram medo diante do que viram. Se nas eucaristias Jesus descesse visível e glorioso, brilhante como o Sol, como no Tabor, acreditaríamos na Eucaristia? Teríamos coragem de olhá-lo? Os três discípulos não tiveram. O que nos garante que seriamos mais fortes do que eles?
Jesus é mais e pode mais. A nós é permitido questionar ou aceitar que Jesus está presente na eucaristia. Tendo feito a escolha de aceitar ou não aceitar este milagre, seremos ou católicos ou não católicos.

Pe. Zezinho, SCJ


terça-feira, 3 de julho de 2012

Sejamos apaixonados por Cristo




Estamos acostumados a ouvir falar tanto de amor quanto de paixão, mas será que sabemos o verdadeiro significado desses sentimentos? As pessoas geralmente os confundem. A paixão é o sentimento que dá impulso, que dá coragem e, por isso, quando estamos apaixonados temos a coragem de nos declarar, de fazer “loucuras”. Já o amor é um sentimento tranquilo, sereno. Mas ambos andam lado a lado, sabe por quê? Porque a paixão se torna amor.
Cristo, quando veio ao mundo e se encontrou com a humanidade, Ele a amou. Mas por que Deus deixou com que Seu único Filho fosse crucificado? Porque Ele nos ama, porque Ele é apaixonado por nós! Foi o amor e a paixão que fizeram com que Jesus pudesse suportar tudo. Será que nós sabemos realmente amar? Será que somos apaixonados por esse Deus tão misericordioso?
Amados, nós devemos ser apaixonados pelo Senhor e essa paixão deve fazer com que larguemos a “vida velha” e vivamos a “vida nova” que Ele tem para nós. O nosso amor pelo Pai deve ser capaz de fazer com que renunciemos a tudo que não agrada a Deus.
Quando estamos amando, só de pensar em estar perto do amado faz nosso coração palpitar, dá um “frio na barriga”, não é verdade? Assim também deve ser quando vamos nos encontrar com Jesus na Santa Missa, quando Ele vem a nós na Santa Eucaristia. Eu me recordo de quando fiz a Primeira Comunhão há mais ou menos um ano. Lembro que quando chegou o momento em que eu iria para a fila da comunhão, meu coração batia extremamente rápido, minhas mãos suavam; quando eu recebi Jesus, meus olhos se encheram de lágrimas de felicidade, de alegria. Naquele instante, eu percebi que algo novo acontecia, o Cristo vivo entrou no meu coração e me fez entender o que é o verdadeiro amor.
“O amor é paciente, o amor é bondoso. Não tem inveja. O amor não é orgulhoso, não é arrogante nem escandaloso. Não busca os seus próprios interesses, não se irrita nem guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se rejubila com a verdade. Tudo perdoa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (1Cor 13,4-7). É essa forma de amar que Deus quer de nós, um amor desinteressado, puro.
Devemos viver esse amor e fazer com que as pessoas à nossa volta vivam-no também. Nós não levamos ninguém para o céu, mas podemos fazer com que quem amamos viva o céu aqui na terra. Um dia, todos já moramos no céu e é para lá que voltaremos. Deus quer isso, Ele quer Seus filhos por perto.
Desejo que você se apaixone por Cristo e que O ame também. Que você não tenha medo de abandonar tudo por Ele.

Fabiana Araújo

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Jesus nos ajuda a reescrever nossa história



Uma das coisas boas da vida começa com o prefixo “re”: reencontro, porque nele temos a possibilidade de relembrar fatos anteriores que marcaram nossa história. É o somatório daquilo que já foi bem vivido com a vida presente. Todavia, os fatos ocorridos, no primeiro encontro, é o que marca a nossa vida e se torna referência para o nosso futuro.
Isso mexe com nossos afetos; com isso, vamos nos descobrindo, percebendo ações e reações que, antes, não notávamos. Temos a alegria de nos conhecer ainda mais para sermos melhores. É a vida nos reapresentando a nós mesmos: autoconhecimento.
É salvífico descobrir que, ao olhar para nossa história, podemos reescrevê-la, reordenando nosso passado para o amor e, por meio dele, escrever uma nova história com outros personagens e fatos marcantes, mas sempre seremos e precisaremos ser o protagonista da nossa vida, assumi-la com toda responsabilidade para vivermos um recomeço, uma reinauguração daquilo que somos.
O recomeço acontece quando olhamos a nossa vida de outra forma ou, quem sabe, com outros olhos. O segredo de uma boa retomada é tirar o foco dos problemas, daquilo que não deu certo e aprender com eles novas possibilidades para uma vida nova. Sempre aprendemos com as situações difíceis e com elas aprendemos a reescrever uma nova história.
São justamente as possibilidades que nos levam a realizar determinadas atitudes a fim de resolvermos os nossos problemas.
Jesus tem o dom de nos fazer olhar para outra direção, tirando o foco daquilo que não deu certo para o que pode dar. Algumas vezes, precisamos ser radicais ou severos com nós mesmos para sairmos da condição de fracassados e viver o recomeço: a escrita de um novo capítulo da nossa vida. Jesus não toma essa atitude por nós, Ele nos convida a sair dela. O esforço é nosso, o convite à solução vem d’Ele.
Os personagens que participam da nossa história nos ajudam a enxergar melhor a nossa vida para tirarmos um bem maior daquilo que não deu certo. Viver bem o presente é ter um futuro bem sucedido.
Reencontrar, relembrar, reagir, reapresentar, recuperar, recomeçar, reinaugurar, realizar, resolver, reescrever, reconciliar: todas essas palavras são verbos, e verbo indica uma ação. Viver também é uma ação. E não há como praticá-las se não exercitarmos a ação maior de viver.
O convite de Jesus é simples e claro: chama-nos a reagir, a recomeçar a nossa vida a partir da nossa reconciliação com a nossa história. Jesus tem o poder de ressuscitar os mortos mesmo quando estes ainda estão vivos. Nós reagimos de maneira pessoal diante da ação de Jesus, e se a nossa reação for de reconhecimento da nossa verdade, pela Verdade maior acontece em nós a ressurreição: o recomeço de uma nova vida, pois Jesus é Aquele que faz nova todas as coisas, dá vida nova no lugar da velha.
A ação de Cristo é fazer com que nos reencontremos, fazendo enxergar vida onde aos nossos olhos só há morte. É nos reconhecermos pecadores, mas também filhos de Deus; é perdoar e amar a nós mesmos pelo fato de o Senhor nos ter perdoado e amado primeiro; é redescobrirmos que, a partir do nosso presente, apesar de termos errado há poucos segundos, podemos recomeçar a reescrever a nossa história.
Nós somos os protagonistas da nossa vida. Jesus é o diretor geral. Como todo filme tem um começo, meio e fim, a nossa vida também os têm. Ela já começou. Estamos no meio do filme, caminhando para o seu final. Mas nossa vida não é uma trilogia com fantasias e magias, muito menos um reality show. Ela é real, com diversas situações difíceis e complicadas, mas com a capacidade de alcançarmos vitórias, porque Deus sempre está presente nela.
Nós somos o redator da nossa vida, mas se seguirmos os passos do diretor, chegaremos à vitória, pois Ele tem um final feliz para cada um de nós: a felicidade eterna.

Daniel Freire



sábado, 16 de junho de 2012

Eucaristia, Encontro de Amor e Fidelidade




Recordo-me como se fosse ontem. Tinha apenas sete anos quando, convidada por minha vizinha, fui pela primeira vez à missa. Confesso que ali algo aconteceu em minha vida. Imaginem uma criança que não sabia ler direito, não sabia qual era o significado daquela celebração, mas tinha no coração a certeza de que Alguém muito importante estava ali e ela deveria se encontrar com Ele sempre.
Gostaria que estes minutos de leitura nos ajudassem a contemplar este mistério de amor que nos foi deixado aqui na terra, enquanto caminhamos como peregrinos rumo à pátria celeste. Mistério que não se desvenda ou se explica, mas se contempla, ama e acolhe.
Quem nos ajuda neste itinerário é o beato João Paulo II, na sua carta apostólica Mane Nobiscum Domine. No segundo capítulo, intitulado: “Eucaristia, mistério de Luz” nos apresenta a passagem dos discípulos de Emaús. “De fato, a narração da aparição de Jesus ressuscitado aos dois discípulos de Emaús ajuda-nos a por em destaque um primeiro aspecto do mistério eucarístico, que deve estar sempre presente na devoção do povo de Deus: a Eucaristia, mistério de luz! Na Transfiguração e Ressurreição do Senhor, vimos claramente a sua glória. Porém, na Eucaristia, a sua glória está velada. O sacramento eucarístico é o “mysterium fidei” por excelência e, todavia, precisamente através desse sacramento, da sua total ocultação, Cristo torna-se mistério de luz, mediante o qual o fiel é introduzido nas profundezas da vida divina.”
Estamos, portanto, diante de uma graça extraordinária e uma oportunidade única de poder nos aproximar do Sagrado Mistério. É maravilhoso e edificante ver aquelas pessoas simples e fervorosas na fé que, para participarem da Santa Missa, empreendem uma verdadeira viagem. Vão a pé, a cavalo, de carroça, de ônibus, pau de arara. Algum tempo atrás, contam nossos avós, tínhamos a nossa chamada roupa de missa. Era usada nessa ocasião especial. Toda a família se encaminhava na direção do Senhor da história e único que pode dar sentido à vida. Essas coisas boas não poderiam ser esquecidas, mas atualizadas. João Paulo II ressalta ainda o valor do
Domingo, como o Dia do Senhor Ressuscitado e dia especial da Igreja. Dia de participar ativamente da Sagrada Eucaristia, pois ela é o coração do Domingo.
Seria muito reduzido comparar a Eucaristia com o combustível, mas o exemplo nos ajudará. Sabemos todos, principalmente quem é motorista, que quanto mais usamos um carro mais ele precisa estar em dia com a manutençao e o combustível. Na nossa vida espiritual é a mesma coisa, ou melhor, com mais exigências. Sabemos que temos tantas coisas para fazer durante a semana: trabalho, estudo, reuniões, relacionamento familiar, lutas contra o pecado do egoísmo, do consumismo, e mesmo momentos de lazer e tranquilidade.
Tudo isso requer que estejamos inteiros e façamos tudo como cristãos que somos, e não simplesmente máquinas, pessoas sem coração, sem alma, sem sentido. E Deus tem um banquete preparado para mim e para você toda a semana. Uma recarga grandiosa que vem diretamento do céu e não se esgota jamais. A Eucaristia é o combustível divino para o nosso desgate físico, psicológico e espiritual. Somos saciados com a mais “fina flor do trigo e o mel do rochedo” (Salmos 81,17). Um cristão sem a Eucaristia é um carro que não funciona, não sai do lugar.
Todas essas dimensões da Eucaristia se encontram num aspecto que, mais do que qualquer outro, põe à prova a nossa fé: é o mistério da presença “real”. Com toda a tradição da Igreja, acreditamos que, sob as espécies eucarísticas, está realmente presente Jesus. Uma presença – como eficazmente explicou o Papa Paulo VI – que se diz “real”, não por exclusão, como se as outras formas de presença não fossem reais, mas por antonomásia, enquanto, por ela, se torna substancialmente presente Cristo completo na realidade do seu corpo e do seu sangue. Por isso, a fé pede-nos para estarmos diante da Eucaristia com a consciência de que estamos na presença do próprio Cristo. É precisamente a sua presença que dá às outras dimensões – de banquete, memorial da Páscoa, antecipação escatológica – um significado que ultrapassa, e muito, o de puro simbolismo. A Eucaristia é mistério de presença, mediante o qual se realiza de modo excelso a promessa que Jesus fez de ficar conosco até ao fim do mundo: “Eu estou convosco todos os dias” (Mt 28,20). Esta abertura ao transcendente é que nos induz a um “obrigado” perene.

Cristiane Monteiro

Comunidade Canção Nova



sexta-feira, 15 de junho de 2012

Família: Dom de Deus para a Juventude



         Começamos com uma frase do escritor Içami Tiba que diz: “a família sempre foi, é, e continuará sendo o principal núcleo afetivo de qualquer ser humano”. Nela é que se constroem valores, se experimenta o amor sem medida.
A família foi sempre considerada como a primeira e fundamental expressão da natureza social do homem, realmente uma comunidade de pessoas, para quem o modo próprio de existirem e viverem juntas é a comunhão de pessoas.
A história da família requer de Deus sempre uma atenção especial. Começando no Sinai, onde Moisés recebe os dez mandamentos e já aparece, como uma ordem de Deus, o quarto mandamento “honra teu pai e tua mãe”. Este mandamento do decálogo demonstra uma solidez interior da família, pode se dizer a sua solidariedade.
Em sua carta às famílias, o Papa João Paulo II escreve que “a família é uma comunidade de relações interpessoais particularmente intensas, entre cônjuges, entre pais e filhos, entre gerações. É uma comunidade que há de ser garantida de modo muito particular. E Deus não encontra garantia melhor que esta: “Honra”.
Queridos jovens, diante desta palavra divina percebemos que, é na família onde encontramos a afirmação da pessoa como sendo a primeira escola do ser homem em seus vários aspectos. Ser homem! É este o imperativo que nele se transmite! Homem como filho da pátria, como cidadão do mundo, como filho de Deus. O criador do universo é o Deus do amor e da vida. Ele quer que o homem tenha a vida e a tenha em abundância, como proclama Cristo, que tenha a vida, sobretudo graças à família. À medida que crescem os filhos desenvolvem interesses, ideais e hábitos, muitas vezes gerando conflitos. Bem sabemos que os pais declararam a sua disponibilidade para acolherem e educarem os filhos. Eis aqui os pilares da civilização humana, que não pode ser definida de outro modo senão como “civilização do amor”.
Se os pais, ao darem a vida, tomam parte na obra criadora de Deus, pela educação tornam-se participantes da sua pedagogia conjuntamente paterna e materna.
É preciso fazer realmente todo o esforço possível para que a família seja reconhecida como dom de Deus e que a juventude consiga construir seus passos formando novas famílias consagradas.
Temos muitos jovens ainda para serem evangelizados e, cabe a nós pais, e a vocês jovens que já estão na caminhada, sermos mais corajosos e estarmos prontos para dar testemunhos da esperança que Deus há em nós.
Um afetuoso abraço!

Henrique e Márcia Calado
Coordenação Nacional da Pastoral Familiar – Recife (PE) 



quinta-feira, 14 de junho de 2012

Será que Sofro de Complexo de Inferioridade?



Sentirmo-nos inferiores é a mesma coisa que anular nossas qualidades para valorizar somente o que há de bom nos outros. É uma maneira sinistra de aniquilar nossa felicidade, simplesmente por não acreditarmos que somos capazes. Complexos são estados mentais, e cabe única e exclusivamente aos complexados reconhecer seus malefícios e lutar para deixar de tê-los.
Uma pessoa não deixa de ter sua importância pelo simples fato de ser diferente das demais. A beleza da vida está justamente na nossa capacidade de descobrir o novo, aquilo que nossos olhos ainda não viram. Se não temos a obrigação de nos parecer com os outros, também deveríamos evitar toda e qualquer comparação.
Comparar-se é buscar as diferenças que nos separaram.O sábio, antes de reparar nas virtudes do outro, enumera suas qualidades com verdade e simplicidade. Olhando ao nosso redor, vamos descobrir muita gente linda, mas que insiste em se achar feia. Vivem exaltando os defeitos e enxergando dor onde só há alegria e oportunidade de crescimento.
Será que eu sofro deste mal? Como reconhecer uma pessoa complexada? Repare na maneira como você se trata, como você se enxerga. Pessoas pessimistas não se permitirem errar, por isso se afastam dos outros, para que não percebam suas fragilidades. Complexo de inferioridade é um câncer da alma que precisa sarar.
Reconhecendo-se assim, todo mundo precisa lutar para se enxergar por igual. É tolice insistir em se esconder atrás do palco, quando há um papel de destaque para encenar. Possuir-se é o primeiro passo para dar-se aos outros. Quando eu descobrir que sou capaz, serei capaz de passar adiante minhas capacidades até então adormecidas. Simples assim.
O exercício de ser gente consiste em amar o que temos, para só, então, valorizar o que o outro tem. Existe, dentro de cada um de nós, uma infinidade de coisas boas a serem descobertas. Pena que a timidez, o complexo de inferioridade ou até mesmo o pessimismo insistem em nos colocar no banco dos réus para nos acusar, dia e noite, de que não somos capazes.
Permita-se errar. Seja você diante das outras pessoas. Só a verdade e a autenticidade nos libertam dos malefícios do complexo de inferioridade. Devemos ser simples para compreender o outro, mas nunca abaixar nossa cabeça diante dele. A verdadeira humildade consiste em se colocar no lugar do outro sem nunca deixar de habitar no nosso próprio lugar.

Paulo Franklin



quarta-feira, 13 de junho de 2012

Amor que não se Cansa de Amar



Uma vez, em uma das reuniões de formação da Comunidade Católica Shalom, tivemos uma pregação sobre a “intimidade com Deus”. A palestra nos foi dada por uma irmã consagrada a esta obra. Lembro-me o quanto fiquei tocado com suas palavras. Nossa irmã de Comunidade nos falava de uma experiência que ela viveu, durante uma confissão, na qual o padre e ela fizeram, juntos, uma releitura do momento em que Adão e Eva pecaram e de como Deus reagiu naquela ocasião.
O padre perguntou como ela imaginava a reação do Senhor no jardim, depois de saber que Adão e Eva haviam pecado. Ela respondeu, se não me falha a memória, que Deus teria entrado chateado, triste, porque eles O haviam desobedecido. Porém, o padre lhe disse que ela estava enganada.
Quando o Pai apareceu no Jardim do Éden, não chegou chateado ou triste, mas apressado e correndo, porque Seus filhos haviam pecado. Ele sabia que Seus amados filhos, criados à Sua imagem e semelhança, estavam em perigo, pois romperam com Seu plano de amor para eles. O Senhor correu para socorrê-los. Mas qual foi a reação de Adão e Eva? Esconderam-se, achando que o Pai, ao entrar no jardim, iria condená-los.
É assim também que, muitas vezes, reagimos quando pecamos. Muitos de nós jovens ainda trazemos, em nossa mente, a imagem de Deus como um castigador, como Alguém distante de nós, que está com um “caderninho”, anotando tudo o que fazemos de errado ou de certo. Um Deus que está bem no alto, enquanto nós, pobres pecadores, estamos aqui embaixo, longe d’Ele.
Imaginando o Senhor como alguém distante ou castigador, acabamos por nos afastar ainda mais d’Ele, pois pensamos que nunca iremos vencer os nossos pecados e, assim, não conseguiremos ser verdadeiros cristãos. Como nos enganamos ao pensar assim! Como pecamos mais ainda ao vê-Lo dessa maneira!
O Senhor não é e nunca será um Deus castigador. Ele é amor que não se cansa de amar. Ele não fica chateado, triste ou com raiva quando pecamos. Sua ação é a mesma de sempre, desde quando Adão e Eva pecaram. Quando caímos no pecado, a primeira reação do Pai é correr para junto de nós, para nos ajudar a levantar e a vencer. Deus é amor, justiça e compaixão!
Na passagem do filho pródigo (Lucas 15,11-32), lemos sobre um jovem que optou por deixar a casa do pai para viver sua vida de maneira desregrada. Também lemos sobre esse pai que, ao ver seu filho voltar arrependido de tudo o que fez, correu para encontrá-lo e lhe deu um abraço (cf. Lucas 15,20). Ainda mais: ele deu ao seu filho novas vestes, novo anel, novas sandálias, mandou matar um novilho e fez uma festa. Enfim, restaurou a dignidade do filho, pois este “estava morto e reviveu; estava perdido, e foi achado” (Lucas 15,32).
Quanta ternura havia no coração desse pai! Quanto afeto por esse filho e quanta misericórdia! É possível imaginarmos, ao ler essa passagem, o pai, dia após dia, olhando a estrada, ao longe, com um olhar de esperança, de expectativa, de saudade e lembrança… É possível também imaginarmos o nosso Pai do Céu a nos contemplar com esse mesmo olhar de misericórdia.
Peçamos a graça de enxergarmos a Deus como o Pai que sempre ama Seus filhos. Assim como Ele corre para junto de nós quando caímos, também nós precisamos ter o desejo de correr para junto d’Ele e deixar que Ele, com Seu amor, cure nossas feridas, dando-nos o abraço do perdão, as vestes e as sandálias de uma dignidade nova.
Corramos para o Senhor na confissão, para que nos reconciliemos com Ele e recebamos todas as graças advindas da misericórdia perfeita. Busquemos o nosso Deus vivo, ressuscitado, que nos salvou, presente na Eucaristia. Tenhamos a mesma atitude do filho pródigo, que não se escondeu como Adão e Eva na sua situação de pecado, mas reconheceu quem ele era, ou seja, necessitado do pai, do seu amor e humildemente voltou. O Pai, por Sua vez, nos acolherá com alegria. Voltemos e, juntos, cantemos: “Queremos correr ao Seu encontro. Arrasta-nos, Senhor, inflama-nos de amor”.

Leonardo Tertuliano
Comunidade Católica Shalom



terça-feira, 12 de junho de 2012

Juventude, Pérola da Igreja




A juventude é uma pedra preciosa que, com o passar do tempo, pode ser largada no interior de uma rocha ou lapidada até revelar seu brilho a todos. Quantos jovens estão como pedras preciosas escondendo sua beleza, seu vigor,sua força e garra?
A Igreja Católica, nos últimos anos, tem envolvido a juventude, dando-lhe um novo ânimo focado na evangelização, no qual o jovem é chamado por Deus não para viver os prazeres, mas os desafios de uma sociedade conturbada pela exposição corporal e a imposição da mídia consumista marcados pelo capitalismo e o sensacionalismo a todo o momento.
Aprendemos, na Igreja, que o maior ensinamento no meio jovem deve ser feito pelo bom exemplo, seja com nossos parentes, amigos ou colegas. Onde estivermos e com quem estivermos, não podemos ter vergonha de acreditar e proclamar as graças de Deus em nossa vida. Os desafios travados pelos jovens que busca o Senhor é rejeitar o sexo fora e antes do casamento, fugir das diversões desregradas, das bebidas alcoólicas.
A solução é manter os olhos fixos em Deus e buscar combater tudo com Seu exemplo. A felicidade do jovem não está em ter muitos bens passageiros, mas no amor do Pai que é incondicional e permanente. Esse amor transborda de tal forma que atinge e contagia aqueles que estão à nossa volta!
A juventude brasileira católica passa por um momento sublime, no qual nos preparamos para a Jornada Mundial da Juventude Rio 2013; e a Cruz peregrina e o ícone de Nossa Senhora resultam em uma verdadeira festa por cada diocese e paróquia que passa. Num ato de comunhão, podemos sentir o sopro de um tempo novo de avivamento, no qual quem participa ou participará poderá sentir, no coração dos jovens de todo o mundo, uma única língua sendo falada: a do amor. Por esse amor somos impulsionados a resgatar vidas sempre e evangelizar para o Senhor e por Ele.

Cristielly Luiza da Silva



segunda-feira, 11 de junho de 2012

Quem Recorre a Deus se Torna Maior




“Cada um de nós é fruto de um pensamento de Deus. Cada um é desejado, amado, necessário.”
(Bento XVI – citações no YouCat)

Deus nos ama e nós temos de ser convictos disso! Recorramos ao Senhor, pois Ele é a nossa única esperança. “Maldito o homem que confia em outro homem, que da carne faz o seu apoio e cujo coração vive distante do Senhor!” (Jr 17,5). Não recorremos a Deus diante de muitas coisas que fazemos; preferimos ouvir a voz do mundo, daquele que divide e quer nos humilhar.
Lucifer, quando recebeu a tarefa dada aos anjos, achou que seria algo que o humilharia, algo muito baixo para o seu porte. Ele não sabia que Deus nunca nos torna menores, mas sempre maiores a Seus olhos. Todas as vezes que fazemos coisas com segundas intenções, quando não oferecemos um amor mais próximo o possível do amor ágape, quando buscamos reconhecimentos e amores mundanos para a nossa maior glória, estamos obedecendo à voz do mundo. Somos filhos pródigos longe da casa do Pai que nos ama profundamente, de modo incondicional, a ponto de morrer numa cruz para a nossa redenção.
Deus nunca nos torna menores, isso é uma certeza. Por mais humildes que sejam as nossas missões, temos que fazê-las bem para maior glória do Senhor. Muitas coisas que fazemos, por mais que não sejam reconhecidas nesse mundo, são amadas por Deus se as fizermos para Ele. Não é necessário mendigarmos amor, reconhecimento ou felicidade, porque Aquele que nos criou à Sua imagem e semelhança já nos mostrou Seu amor extremo por todos nós.
Temos de nos apoiar em Deus, buscarmos a felicidade, a alegria em Deus, pois só Ele nos proporciona aquilo que é pleno e que nos tornará maiores em seu coração.


“Jesus, manso e humilde de coração, fazei o nosso coração semelhante ao vosso.”


João Carlos Quintanilha



domingo, 10 de junho de 2012

Libertando-se de Ser uma “Marionete”



As pessoas se aniquilam por causa de um padrão que o mundo criou. Elas deixam de ser o que são para ser o que todo mundo é. Mas e o caráter? Muitos se deixam influenciar por um padrão criado pela sociedade, no qual vivem de forma mais conveniente ao momento. Se mais uma “modinha” é lançada, essas pessoas logo vão atrás. Afinal, elas têm de seguir o fluxo, porque ser fora de moda é terrível!
As pessoas não são aceitas se não seguirem a moda, isso as leva a uma série de problemas, inclusive à depressão. Mas por que isso acontece? Porque não somos fortes o suficiente para ser como queremos, pois se não dermos conta de seguir o ritmo da sociedade, ela nos excluirá. Por isso temos que nos esforçar para sermos exatamente o que ela (a sociedade) quer. Malditas marionetes que somos!
O detalhe é que a sociedade criou um padrão, um tanto indigno, para o homem e para a mulher. A televisão nos influencia, a todo tempo, a viver uma vida completamente desregrada. Isso é relativismo, pois vivemos só o que queremos e achamos que é certo; o que, na verdade, é uma mentira, porque não vivemos o ideal, mas o que nos convém no momento, mesmo não sendo certo.
Ainda há o lema “Carpe Diem”, que significa “aproveite o dia” como se fosse o último, porque, afinal, pode ser que morramos sem aproveitar a vida. Induzem-nos a uma vida sexual ativa antes do casamento, pois fazer sexo só depois do casamento é “coisa antiga”. Dizem: “Vai que nos relacionemos, mas, na hora H, não gostamos do marido ou da mulher?” Fala sério! Não é isso o que a sociedade nos coloca?
Saibamos aproveitar as oportunidades da vida, mas não vivamos tudo sem pensar nas consequências, pois o amanhã é, sim, resultado do que vivemos hoje. Então, não façamos sempre dos nossos dias os últimos, ao contrário, experimentemos dar sequência aos nossos planos. O sucesso vem da caminhada. O lema “Carpe Diem” nos leva para o fundo do poço, porque, sem um percurso não se chega a lugar nenhum.
A sociedade nos convida a viver tempos modernos. Ninguém é de ninguém e podemos ser o que quisermos, inclusive manter uma vida sexual completamente desregrada, afinal ter um relacionamento casto é coisa de gente doida, não é  mesmo?! Consequência disso são as gestações na adolescência. No entanto, nessa hora, o que a sociedade faz? Discrimina ou convida a jovem ao aborto. Dizem a elas: “Ah, você vai estragar o seu corpo, deixa de bobagem e tira [o bebê]!” Não é assim?
Induzem-nos a viver uma vida desregrada, mas quando estamos “na onda” e as coisas não dão certo, eles não nos acolhem; ao contrário, nos maltratam, nos discriminam. Isso também acontece com os viciados que, antes do vício, eram normais e aceitos.
Galera, já passou da hora de pararmos de fazer o que a sociedade deseja. Quer copiar um modelo? Quer seguir um molde? Siga o que a Igreja nos convida, porque ela não faz de você uma marionete, mas um santo. Somos convidados a viver uma vida santa.
Se você tem neurônios, coloque-os para funcionar, por favor, e pare de agir de acordo com o momento. Sei que muitos vão dizer que é radicalismo o que a Igreja propõe, mas temos de entender que é radicalismo para quem se acostumou a ser usado e a seguir o padrão mundano. A grande verdade é que ser cristão não é para os fracos, mas para os fortes e persistentes.
Deixe de ser essa marionete que as pessoas e o mundo manipulam. Renuncie a esses pensamentos e desejos mundanos que só levam a uma perdição cada vez maior. Seja um molde lindo, dê bons frutos e acolha aqueles que o mundo exclui.
Seja um bom cristão!
Deus abençoe a todos!

Isabela Leite
Grupo de Jovem TLC
Paróquia Cristo Redentor – Governador Valadares (MG)



Serra da Piedade


Neste sábado a Pastoral realizou mais um passeio à Serra da Piedade em visita ao Santuário de Nossa Senhora da Piedade, padroeira do nosso estado de Minas Gerais.
Aproximadamente 150 pessoas, entre crismandos(as), catequistas e apoiadores(as) da Pastoral, subiram a Serra junto ao nosso pároco, Padre Jorge. Após uma breve palestra, todos foram convidados a participar da celebração eucarística das 11:00h, na qual os jovens foram muito bem acolhidos pelo celebrante.

Você que esteve conosco nesse dia de lazer, espiritualidade e diversão pode conferir as fotos neste álbum. Aproveite e confira todas as imagens presentes na galeria da Pastoral.

Compartilhe suas fotos conosco! Se você também capturou belas imagens envie-as para o nosso e-mail (crisma.psjsg@gmail.com) e contribua com a galeria de fotos da Pastoral.

Em tempo... 

Se ligue aí! Neste domingo (10/06), na Escola Municipal Pedro Aleixo, acontecerão os jogos das semi-finais do campeonato de futebol masculino. Prestigie seus amigos e colegas, participe dos jogos e torça pelo seu time favorito.

No próximo sábado (16/06), às 16:00h, retomaremos os ensaios para a nossa quadrilha, dança que irá tornar ainda mais divertida nossa festa julhina! Os ensaios acontecerão na Associação de Moradores do Bairro Milionários e Adjacências, ao lado do posto de saúde. Chame logo seu par e participe!

A paz e o bem!


sábado, 9 de junho de 2012

"Adoro te devote"



A Solenidade de Corpus Christi é um festa em louvor a Jesus presente na Eucaristia. O Senhor está realmente presente nas espécies de pão e vinho, por isso o Santíssimo Sacramento merece elevada veneração e adoração. Diante disso, nos perguntamos: Como devemos venerar corretamente o Senhor presente no pão e no vinho?
O pão consagrado que sobra da celebração eucarística deve ser colocado em vasos (recipientes) sagrados e conservados no sacrário. Em muitas de nossas paróquias costuma-se ter o sacrário numa capela reservada para proporcionar um ambiente mais propício de adoração. Mas, infelizmente muitos se esquecem de visitar o Senhor em seu refúgio.
Santo Tomás de Aquino escreveu um belíssimo hino a Jesus na Eucaristia que inicia com a expressão: "Adoro te devote" ("Adoro-te devotamente"), manifestando o seu amor e sua adoração ao Senhor. Sempre que nos aproximamos de um sacrário onde Jesus Eucarístico está presente, devemos fazer uma genuflexão (dobrar o joelho direito até o chão) em reverência ao Senhor.  Também na missa, os fieis que recebem a comunhão de pé, devem manifestar reverência ao se aproximarem da Sagrada Comunhão.




Não Podemos Mendigar Amor



Amar e ser amado são as maiores necessidades do ser humano. Uma vida sem amor é comparada a uma bela flor trancafiada num quarto escuro, em pouco tempo perecerá por falta do sol. A necessidade de amar nos faz dependentes uns dos outros e nos mostra que a solidão é o prêmio dos covardes, dos que temem a dor e se privam de experimentar o amor.
Somos carentes de dar e receber amor, mas não podemos obrigar as pessoas a nos amarem. Amor é doação; ninguém pode se sentir obrigado a dá-lo ao outro. O sentimento livre constrói pontes e nos leva ao encontro das pessoas.
Mendigamos amor quando deixamos de ser quem somos para agradar quem exige que nos tornemos a pessoa que ele quer que sejamos. O verdadeiro amor reside no respeito à individualidade do outro. Se é verdadeiro, sabe respeitar a individualidade. Sempre que abandonamos nossa casa interior para habitar a casa do outro, estamos, de certa forma, mendigando amor, deixando de ser aquilo que realmente somos.
Imploramos por afeto quando traímos nossos ideais para abraçar os sonhos frustrados de alguém. É como a jovem com futuro promissor que desiste de estudar para viver uma aventura desnaturada com um homem que diz amá-la. Quem desiste de sonhar com coisas reais para viver um conto de fadas certamente está também implorando amor.
Nós nos humilhamos por amor quando deixamos de lado as pessoas que nos são especiais para correr atrás de um amor desfigurado; belo por fora, mas pobre por dentro. Há muitos que deixam suas casas e partem em busca das caricaturas de amor que o mundo oferece. Confundem prazer com amor, com felicidade. Geralmente, abandonamos quem nos ama de verdade para ir atrás de quem nos vê como objetos.
Mendigamos amor quando reservamos todo nosso tempo para a pessoa que dizemos amar. Quem deixa de cuidar de si para cuidar de alguém mostra que, na verdade, está precisando mesmo é de cuidados. Desconfie das pessoas que só vivem para ajudar. Atos de caridade são excelentes, mas primeiro precisamos cuidar da nossa casa, para só depois ajudarmos o outro a arrumar a dele também. Mendigar amor é ter tempo de sobra para o outro e não ter tempo para si.
Quando caímos no desespero por termos sido abandonados por alguém que dizia nos amar, estamos mendigando amor. Não é fácil perder as pessoas que amamos, mas é preciso enfrentar a dor sem fingir que ela não existe. Demoramos para aceitar nossas perdas e, por isso, sofremos além da conta. Ficar preso a quem quer que seja é o sinal mais visível de que ainda somos pequenos aprendizes.
Ninguém merece viver uma vida de miséria. O amor que nos espera é repleto de realização, por isso merece ser encarado de forma madura, consciente e despojado de posses. Comumente, vemos pessoas dizendo amar, mas ainda vivem presas ao ser amado. Não sabem fazer nada senão em virtude do outro. Aprendi com a vida que amar é bom, mas para o amor ser verdade é preciso, antes, avaliar se o que sinto por alguém é amor ou desejo de posse. Se a resposta for a segunda, preciso admitir que tenho muito a aprender.

Paulo Franklin